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Três projetos inovadores que vão pôr a mexer as pessoas em Lisboa

Os 15 projetos-pilotos do SOL mobility foram apresentados no Museu da Carris, em novembro. (Fotografia: Gerardo Santos / Global Imagens)
Os 15 projetos-pilotos do SOL mobility foram apresentados no Museu da Carris, em novembro. (Fotografia: Gerardo Santos / Global Imagens)

Câmara Municipal de Lisboa, Brisa e Ferrovial estão a trabalhar com as startups Meep, Aipark e e-floater em projetos de mobilidade.

Imagine poder saber em tempo real qual é o caminho mais rápido dentro da cidade de Lisboa, usando não apenas o metro e o autocarro mas também bicicletas, scooters e automóveis elétricos. O cenário não é do futuro, porque já acontece desde novembro de 2018 em Lisboa. Basta instalar a aplicação Meep num smartphone, dizer qual é a sua localização e esperar pela sugestão de melhor percurso.

O serviço está um passo à frente da Google Maps, por exemplo, na medida em que integra, não apenas os transportes públicos (Carris e Metropolitano de Lisboa) mas também o Gira, o sistema de bicicletas públicas partilhadas e o eCooltra, a rede de scooters elétricas espalhadas pelas ruas de Lisboa. E desde o início de dezembro de 2018 que o plano de viagem inclui os automóveis elétricos da Emov.

O projeto é uma parceria entre a startup espanhola Meep e a Câmara Municipal de Lisboa (CML), no âmbito da terceira edição do programa de inovação aberta Smart Open Lisboa (SOL). Além de mentora desta iniciativa gerida pelo hub de inovação Beta-i, a CML é uma das organizações que apoia empreendedores que precisam de experimentar no terreno os seus projetos-piloto.

Para Vasco Damas Móra, assessor do vereador da Mobilidade e Segurança da Câmara Municipal de Lisboa, o aspeto mais inovador que a Meep traz é apresentar planos de viagem para quem tem passe social que inclua a Carris, o Metropolitano de Lisboa e o Gira. Desta forma, quem se move em Lisboa com passe sabe qual é o percurso sem custos.

“A Meep contava no final de 2018 com cinco serviços de transporte e mais de mil utilizadores registados. Em 2019 quer adicionar cinco novos operadores, como a Comboios de Portugal (CP), vários serviços ride-hailing, as trotinetas elétricas e ainda angariar mais de 60 mil utilizadores”, explica Vasco Móra.

Após a conclusão do projeto-piloto no final de março de 2019, a Câmara espera começar a desenvolver o pagamento integrado das viagens. Para isso, o responsável assegurou-nos que a equipa pode contar com o apoio da CML, facilitando os contactos com os operadores de transporte de Lisboa. “Falta incluir os serviços da CP, Fertagus, Transtejo, e, sempre que possível, em tempo real”, relembra.

Também a Brisa tem aberto as portas a startups. Uma delas é a Aipark, que começou a desenvolver o seu projeto-piloto na área do estacionamento no início de setembro de 2018, e espera passar a solução à prática neste mês de janeiro. Durante seis meses, o algoritmo preditivo para estacionamento desta startup estará a ser desenvolvido com o apoio da Via Verde, utilizando dados históricos e dados em tempo real. Informar os clientes da Via Verde Estacionar sobre a disponibilidade de estacionamento é o objetivo desta parceria entre a empresa do Grupo José de Mello e a equipa alemã de empreendedores.

“Os trabalhos envolvem o desenho e uma análise preliminar de resultados, antes de propagar [a solução] a um conjunto alargado de utilizadores de teste”, explicaram Bruno Tavares, da Grow Mobility, e Jorge Cunha, responsável pela Inovação da Via Verde e gestor do projeto com a Aipark.

A startup de trotinetes elétricas e-floater também ganhou um lugar dentro da Ferrovial. Falámos com Sara de Oliveira, gestora de projetos da Ferrovial Serviços, que nos explicou que esta empresa espanhola que opera na área dos serviços urbanos e de tratamento e gestão de resíduos está a desenvolver um projeto-piloto com 30 trotinetas e-floater no campus da Lispolis, em Lisboa, para testar a adesão do público, experiência de utilização, modelo de operações e sistema informático.

A ideia da Ferrovial é avaliar a sua possível incorporação no portfólio de negócios de mobilidade partilhada que a empresa já possui: em Madrid detém a rede de carsharing Zity e em Barcelona as bicicletas partilhadas Bicing.

O projeto entre a startup alemã e a Ferrovial em Portugal começou em dezembro e deve terminar em março. Mas os resultados já se veem. Em menos de três semanas as trotinetes contaram com a adesão de mais de 120 utilizadores.

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