Justiça

Tribunal japonês ouve ex-presidente da Nissan na próxima semana

Carlos Ghosn. REUTERS/Benoit Tessier
Carlos Ghosn. REUTERS/Benoit Tessier

Advogados de Carlos Ghosn tinham apresentado pedido para saber as razões da detenção do gestor durante mais de mês e meio.

Carlos Ghosn, o ex-presidente do conselho de administração da Nissan, vai saber na próxima semana quais as razões para estar detido no Japão há mais de mês e meio. O gestor vai ser ouvido na terça-feira, 8 de janeiro, por um tribunal de Tóquio, na sequência do pedido apresentado pelos seus advogados, adianta esta sexta-feira a Bloomberg.

O responsável por um dos maiores grupos automóveis do mundo está detido no Japão desde 19 de novembro. A sua custódia tem sido sucessivamente prolongada pelas autoridades locais sem que o gestor saiba formalmente quais as razões para estar detido. Na segunda-feira, foi determinado que Carlos Ghosn ficará detido por mais 10 dias, ou seja, até 11 de janeiro.

No último pedido para prolongar a detenção, o tribunal distrital de Tóquio entendeu que os promotores precisam de mais tempo para investigar a última acusação relacionada com uma suposta violação de confiança agravada que terá resultado em perdas de 1,85 mil milhões de ienes (14,5 milhões de euros) em 2008 à Nissan.

Antes disso, as duas acusações anteriores apontavam para a tentativa de Ghosn em esconder rendimentos das autoridades que negociou com a Nissan Motor a partir de 2011 e que, segundo a imprensa local, esperava receber assim que deixasse as suas funções à frente da empresa japonesa.

Cada uma destas alegações, a ser provada, pode levar a uma pena de prisão de até 10 anos, segundo os os promotores desta acusação.

A Nissan alega ainda que o gestor brasileiro terá usado fundos da empresa para comprar casas no Brasil e no Líbano.

Leia mais: Carlos Ghosn: O homem que salvou a Nissan é suspeito de fraude milionária

Além de Carlos Ghosn, desde 19 de novembro encontra-se igualmente detido o ex-administrador da Nissan Greg Kelly.

Carlos Ghosn é considerado um dos mais importantes gestores da indústria automóvel das últimas duas décadas por ter salvado a Nissan da falência e pela criação da aliança da marca japonesa com a Renault, à qual se juntou nos últimos anos a Mitsubishi. Esta aliança liderou as vendas de automóveis na primeira metade de 2018.

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