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Trump aconselha Boeing a mudar o nome do 737 Max

REUTERS/Grigory Dukor
REUTERS/Grigory Dukor

O presidente americano deu conselhos de marketing à fabricante americana que continua com aviões em terra.

A Boeing está sob pressão após a queda de dois aparelhos 737 Max em seis meses que provocaram 346 mortes. Esses aviões estão em terra à espera de correções que impeçam futuros desastres. O presidente americano, Donald Trump, considera que não há produto que tenha sofrido tanto como o 737 Max. E dá conselhos à fabricante americana de aviões para recuperar.

“Se eu fosse à Boeing, consertava o Boeing 737 MAX, adicionava nova funcionalidades e criaria uma nova marca para o avião com um novo nome”, escreveu Trump no Twitter. E, em tom irónico, questiona “mas o que sei eu sobre branding, talvez nada (mas tornei-me Presidente!)”.

Após a queda do voo 302 da Ethiopian Airlines, seis meses depois de um acidente semelhante do mesmo modelo da Boeing, os reguladores de aviação impediram os 737 Max de levantar voo por razões de segurança. A fabricante americana perdeu contratos e tem visto a rival Airbus conseguir grandes encomendas.

Leia também: 737 Max. Boeing arrisca perdas milionárias com reputação em risco

A empresa e a Administração Federal de Aviação dos EUA trabalham em conjunto para tentar recuperar a confiança no aparelho. Está a ser desenvolvido uma melhoria do software do 737 Max. Há ainda propostas para aumentar a formação que os pilotos deste modelo devem receber.

A tripulação do avião da Ethiopian Airlines não conseguiu evitar o acidente apesar de o relatório preliminar sobre o desastre ter concluído que seguiu todos os procedimentos recomendados. No entanto, uma falha no novo sistema automático de controlo de voo (MCAS) da Boeing terá causado o desastre.

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