Atividade turística

Turismo abranda e cresce abaixo dos dois dígitos até março

Fotografia: João Manuel Ribeiro/ Global Imagens.
Fotografia: João Manuel Ribeiro/ Global Imagens.

Nos primeiros três meses de 2017, Portugal recebeu 3,4 milhões de hóspedes, que corresponderam a 8,8 milhões de dormidas.

Entre janeiro e março deste ano, Portugal recebeu 3,4 milhões de turistas, que foram responsáveis por 8,8 milhões de dormidas no País. Os números refletem um crescimento de 6,7% e 5,6% face ao período homólogo, e continuam a dar um importante contributo para a criação de riqueza nacional. Mas, no período em que o PIB avançou 2,8%, o melhor ritmo de dez anos, o Turismo pesou menos.

Há um ano, o INE divulgava uma atividade turística de enorme força, com os hóspedes a crescerem 14,9% e as dormidas a avançarem 16%. Agora, o turismo cresce apenas a um dígito, numa altura em que a própria Comissão Europeia levanta dúvidas à perspetiva de crescimento desta atividade económica.

No primeiro trimestre deste ano, as dormidas do mercado interno decresceram 2%, e as de mercados externos avançaram 9%. Entre os principais países, os maiores aumentos ocorreram nos mercados brasileiro (60,9%), polaco (34,8%) e americano (28,7%), com crescimentos constantes de mês para mês.

Nos mercados tradicionais, os britânicos e alemães são os estrangeiros que mais estão a aumentar as suas vindas para Portugal (+5,7% e 5,6%). Por sua vez, os espanhóis travaram as visitas a Portugal em 21,5%.

Olhando apenas para março, o turismo praticamente estagnou. Foram recebidos 1,37 milhões de hóspedes, um crescimento de apenas 0,9%. Já as dormidas decresceram, penalizadas pela quebra de 9,9% no número de noites fora por residentes em Portugal. As dormidas de residentes no estrangeiro cresceram 3,7%, o que limitou o impacto. A estada média, e a taxa de ocupação também recuaram.

Por detrás destes valores está “o efeito do de calendário associado ao período da Páscoa que ocorreu, em 2016, em março, e em 2017, em abril”, revela o INE.

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