Turismo: Confinamento leva 62% das unidades de alojamento a estarem encerradas em fevereiro

Falta de procura levou a que mais unidades de alojamento estivessem encerradas em fevereiro. Dados do INE apontam para 208,2 mil hóspedes e 472,9 mil dormidas em fevereiro de 2021, quebras próximas dos 90% face ao mesmo período do ano passado.

O turismo tem sido um dos setores mais afetados pela pandemia do novo coronavírus. Os números revelados nomeadamente pelo Instituto Nacional de Estatística (INE) traduzem quebras atrás de quebras, tanto de hóspedes como de dormidas e proveitos para as unidades de alojamento para turistas. O mês de fevereiro não é exceção. Os dados preliminares do gabinete de estatística apontam que, no mês passado, as unidades de alojamento para turistas tenham contado com 208,2 mil hóspedes e 472,9 mil dormidas, o que representa quedas de 86,9% e 87,7% respetivamente e face ao período homólogo.

"Desde o início da pandemia, fevereiro foi o terceiro mês com maior redução do número de dormidas, tendo sido apenas ultrapassado pelos meses de abril e maio de 2020 (-97,4% e -95,8%, respetivamente)", indica o INE. Grande parte dos hóspedes e dormidas foram realizadas por residentes. Dos cerca de 208 mil hóspedes, apenas 33 565 não eram residentes em Portugal. Estes hóspedes estrangeiros foram responsáveis por quase 143 mil dormidas no mês passado.

O Norte foi a região que captou mais hóspedes em fevereiro (pouco mais de 62 mil e quase 102 mil dormidas) mas em termos de dormidas a Área Metropolitana de Lisboa foi a região teve mais (58,6 mil pessoas e 129,4 mil dormidas).

Ao contrário do que aconteceu com outras atividades, as unidades hoteleiras não tiveram de encerrar nem no primeiro confinamento nem neste segundo que começou em janeiro deste ano. No entanto, a falta de procura tem levado muitas unidades a manter as portas fechadas, tentando assim mitigar os custos. Os dados do INE revelam que em fevereiro, 61,8% dos estabelecimentos de alojamento turístico estiveram encerrados ou não registaram movimento de hóspedes, ligeiramente mais que os 57% registados em janeiro.

As quebras nos proveitos em fevereiro ainda não são conhecidas. Dentro de alguns dias o gabinete de estatística publicará os dados finais da atividade turística, incluindo a rubrica dos proveitos.

Melhorias em 2021

Nos últimos dias, o governo mostrou-se mais otimista para a atividade turística deste ano. A secretária de Estado do Turismo, Rita Marques, afirmou segundo a Lusa que as "melhores estimativas" para o turismo nacional até ao final de 2021 apontam para um "crescimento de 20 a 30%", em comparação com 2020.

Respondendo a uma questão sobre as estimativas para o turismo em Portugal em 2021, colocada durante um 'webinar' para jornalistas sobre o certificado verde digital, Rita Marques indicou que as "melhores estimativas [do Governo] estão em linha com as estimativas das organizações internacionais". "A maioria das organizações internacionais diz que, se a vacinação continuar a desenvolver-se a uma rapidez razoável na Europa, provavelmente acabaremos o ano de 2021 com um crescimento de 20 a 30% quando comparado com 2020", assinalou.

(Notícia atualizada às 11h26)

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