Turismo: Proveitos totais disparam 56% até novembro mas continuam 47% abaixo de 2019

Os dados do INE mostram que o turismo manteve-se na senda da recuperação, mas o contraste com os números pré-pandémicos é ainda evidente. De janeiro a novembro, houve um aumento na ordem dos 40% nas dormidas totais face ao mesmo período de 2020. Mas face a 2019, as dormidas diminuíram quase 48%.

O turismo dá sinais de recuperação face ao primeiro ano de pandemia, mas está ainda muito longe do que era até 2019. Os dados finais de 2021 ainda não são conhecidos, mas o Instituto Nacional de Estatística (INE) divulgou esta sexta-feira, 14 de janeiro, os dados finais de novembro, o que permite ficar com o retrato de 11 meses de atividade.

De janeiro a novembro, os principais indicadores registaram subidas homólogas, mas abaixo dos números pré-pandémicos. Nos 11 meses de 2021, as unidades de alojamento para turistas captaram mais de 13,4 milhões de hóspedes, o que representa uma subida de 34,4% face ao mesmo período de 2020. Mas longe dos números de 2019, quando, no acumulado dos 11 meses, o setor tinha contado com mais de 25,5 milhões de hóspedes.

Dos mais de 13,4 milhões de hóspedes registados em 2021, mais de metade - 7,9 milhões - eram residentes em Portugal.

Quanto às dormidas, entre janeiro e novembro, as unidades de alojamento contaram com 34,8 milhões, mais 40,4% que no mesmo período de 2020, mas comparando com o mesmo período de 2019, as dormidas diminuíram 47,7%.

Até novembro do ano passado, a maioria das dormidas foi de residentes - 17,6 milhões - e representam uma subida de 36% face a 2020. "Entre janeiro e novembro de 2021, as dormidas de residentes representaram 50,7% do total, significativamente acima da quota verificada em 2019 (29,8% do total)", diz o INE.

Já no que diz respeito aos proveitos totais, registou-se uma subida de 56,4% até novembro de 2021 para 2,1 mil milhões de euros. Mas, face aos primeiros 11 meses de 2019, os proveitos totais recuaram 46,8%. Os proveitos de aposento alcançaram os 1,6 mil milhões de euros entre janeiro e novembro, refletindo uma subida de 58% face ao mesmo período de 2020. Mas uma queda de 46,8% face a 2019.

"Entre janeiro e novembro de 2021, a evolução dos proveitos foi positiva nos três segmentos de alojamento. Na hotelaria, os proveitos totais e de aposento aumentaram 56,5% e 58,3%, respetivamente (peso de 85,8% e 84,1% no total do alojamento turístico, pela mesma ordem). Considerando as mesmas variáveis, os estabelecimentos de alojamento local (quotas de 8,5% e 10,0%) apresentaram subidas de 57,8% e 62,2%, e o turismo no espaço rural e de habitação (representatividade de 5,7% e 5,9%) registou aumentos de 53,8% e 48,2%", diz o INE.

Dormidas na Madeira em novembro acima de 2019

Em novembro, os estabelecimentos de alojamento turístico contaram com mais de 1,4 milhões de hóspedes, o que representa uma forte subida face a novembro de 2020 - 265,5% - quando o setor contou com cerca de 398 mil hóspedes. Em novembro passado, os turistas estrangeiros superaram os residentes nas unidades de alojamento, tendo sido mais de 749 mil face a 707 mil residentes.

Em novembro, registaram-se cerca de 3,6 milhões de dormidas, um crescimento homólogo de 287,7%. "Face a novembro de 2019, o número de hóspedes diminuiu 17,0% e as dormidas decresceram 12,4%. Em novembro, o mercado interno contribuiu com 1,3 milhões de dormidas e os mercados externos totalizaram 2,3 milhões. Face a novembro de 2019, registaram-se diminuições quer nas dormidas de residentes (-3,4%), quer nas de não residentes (-16,6%)", aponta o gabinete de estatística.

Os dados mostram que, em novembro, todas as regiões contaram com aumentos das dormidas. Em detalhe, a Àrea Metropolitana de Lisboa concentrou 31,4% das dormidas, seguindo-se o Algarve (18,5%), o Norte (17,6%) e a Região Autónoma da Madeira (14,4%). "Comparando com o mês de novembro de 2019, apenas a RA Madeira apresentou um crescimento (+0,8%) no número de dormidas (+23,7% nos residentes e -2,0% nos não residentes)".

Quanto aos proveitos totais, em novembro, ascenderam a 211,6 milhões de euros, mais 355,8% que em novembro de 2020. E os proveitos de aposento atingiram os 153,4 milhões de euros, uma subida de 378,6% face a novembro de 2020.

"Comparando com novembro de 2019, os proveitos totais decresceram 8,0% e os relativos a aposento diminuíram 7,5%. O rendimento médio por quarto disponível (RevPAR) situou-se em 30,4 euros em novembro (42,8 euros em outubro). O rendimento médio por quarto ocupado (ADR) atingiu 75,2 euros em novembro (83,9 euros em outubro). Em novembro de 2019, o RevPAR foi 32,1 euros e o ADR 70,5 euros".

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