Turismo: Proveitos totais em agosto superam 515 milhões, mas ficam quase 20% abaixo de 2019

Os dados do INE, relativos à atividade turística, mostram que em agosto o setor do alojamento para turistas contou 2,5 milhões de hóspedes e 7,5 milhões de dormidas. Grande parte dos hóspedes e das dormidas foram realizados por residentes.

O setor do alojamento para turistas deu sinais de continuar no caminho da retoma neste mês de agosto. Os dados do Instituto Nacional de Estatística (INE) indicam que os proveitos totais em agosto ascenderam a 515,8 milhões de euros, mais quase 59% que em igual mês de 2020 (quando os proveitos totais alcançaram os 325,1 milhões de euros), mas ainda assim abaixo dos níveis pré-crise. "Comparando com agosto de 2019, os proveitos totais diminuíram 19,2%", diz o gabinete de estatística.

O mês de agosto contou com 2,5 milhões hóspedes nos estabelecimentos que acolhem turistas, mais 35,6% que em agosto de 2020, sendo que 1,5 milhões eram portugueses. Foram registadas 7,5 milhões de dormidas, uma subida de 47,6% face ao mesmo período de 2020.

A maioria dos turistas escolheu o Algarve para passar uns dias de descanso, com a região a registar mais de 621 mil hóspedes e mais de 2,7 milhões de dormidas. Os números do gabinete de estatística indicam ainda que o Norte de Portugal foi a segunda região que acolheu mais hóspedes - 557,3 mil pessoas - e a terceira com mais dormidas - 1,13 milhões - a seguir à Área Metropolitana de Lisboa, que contou 1,17 milhões de dormidas, mas 485,3 mil hóspedes.

Os hotéis foram a tipologia de alojamento mais escolhida, tendo contado em agosto com 1,5 milhões de hóspedes e 4,1 milhões de dormidas. Os hotéis-apartamento contaram com 197,5 mil hóspedes e mais de 884 mil dormidas. O alojamento local com 10 ou mais camas (que são os que são contabilizados para efeitos estatísticos) registou mais de 402 hóspedes e 980 mil dormidas.

Quanto aos proveitos, os totais escalaram 58,6% em agosto face ao período homólogo do ano passado, sendo que o principal impulsionador deste resultado foram os proveitos de aposento que subiram quase 60% para os 410 milhões de euros. "Comparando com agosto de 2019, os proveitos totais diminuíram 19,2% e os relativos a aposento decresceram 19,3%. O rendimento médio por quarto disponível (RevPAR) situou-se em 71,4 euros em agosto (40,2 euros em julho). O rendimento médio por quarto ocupado (ADR) atingiu 115,8 euros em agosto (98,7 euros em julho). Em agosto de 2019, o RevPAR e o ADR foram 84,4 euros e 116,2 euros, respetivamente", diz o INE.

2021 melhor que 2020

Apesar de janeiro e fevereiro de 2020 terem sido melhores para o turismo nacional que os dois primeiros meses deste ano (que foram passados em confinamento enquanto no mesmo período do ano passado os efeitos da pandemia ainda não eram sentidos), os dados do INE mostram que no cômputo global os primeiros oito meses deste ano foram ligeiramente melhores que os do ano passado.

Assim, entre janeiro e agosto de 2021, as unidades de alojamento para turistas em Portugal contaram com 7,7 milhões de hóspedes, mais 7,4% que até agosto de 2020, e 20,2 milhões de dormidas, uma subida de 11,8%. Também no acumulado do ano é claro que os principais ocupantes dos estabelecimentos foram os residentes em Portugal: 5,1 milhões de hóspedes e foram responsáveis por 11,8 milhões de dormidas até agosto.

Os proveitos totais também refletem esta realidade. De janeiro a agosto, os proveitos totais cresceram 25% face ao mesmo período do ano passado, para um total de 1,2 mil milhões de euros. Os proveitos de aposento ascenderam a mais de 974 milhões de euros, mais 27,2% que no mesmo período do ano passado.

"Nos primeiros oito meses do ano, verificaram-se aumentos de 25,0% nos proveitos totais e de 27,2% nos relativos a aposento. Comparando com o mesmo período de 2019, registaram-se variações de -57,1% e -56,7%, respetivamente. Entre janeiro e agosto de 2021, considerando a generalidade dos meios de alojamento (estabelecimentos de alojamento turístico, campismo e colónias de férias e pousadas da juventude), registaram-se 8,8 milhões de hóspedes e 23,9 milhões de dormidas, correspondendo a crescimentos de 8,1% e 11,8%, respetivamente", diz o INE.

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