Turismo: Proveitos totais superam 1,6 mil milhões até setembro, metade do alcançado em 2019

Até setembro deste ano, as unidades de alojamento para turistas contaram com 9,8 milhões de hóspedes e 25,8 milhões de dormidas, o que representam subidas face ao mesmo período do ano passado.

Os proveitos totais das unidades de alojamento para turistas superaram os 1,6 mil milhões de euros até setembro. Este valor está acima do montante total registado no ano de 2020 mas, ainda assim, é metade do que foi registado nos primeiros nove meses de 2019.

De janeiro a setembro, e de acordo com os dados divulgados pelo INE nesta segunda-feira, 15 de novembro, os proveitos totais ascenderam a 1,6 mil milhões de euros, mais 33,3% que nos primeiros nove meses de 2020. E mais do que os proveitos totais gerados pelas unidades de alojamento no ano passado, quando foram obtidas receitas de 1,4 mil milhões de euros. Ainda assim, os 1,6 mil milhões de euros obtidos até ao final do terceiro trimestre de 2021 são cerca de metade do alcançado até setembro de 2019, quando o setor gerou mais de 3,4 mil milhões de euros em proveitos totais (no total de 2019 foram mais de 4,2 mil milhões de euros).

Os proveitos de aposento contribuíram com a fatia de leão para os proveitos totais. Ascenderam a 1,2 mil milhões de euros até ao final do terceiro trimestre, mais 35,3% que em igual período de 2020.

"Entre janeiro e setembro de 2021, a evolução dos proveitos foi positiva nos três segmentos de alojamento. Na hotelaria, os proveitos totais e de aposento aumentaram 32,3% e 34,3%, respetivamente (peso de 85,2% e 83,5% no total do alojamento turístico, pela mesma ordem). Considerando as mesmas variáveis, os estabelecimentos de alojamento local (quotas de 8,6% e 10,1%) apresentaram subidas de 37,1% e 41,5%, e o turismo no espaço rural e de habitação (representatividade de 6,2% e 6,4%) registou aumentos de 44,0% e 38,4%", diz o INE.

Até ao final do terceiro trimestre, as unidades de alojamento contaram com 9,8 milhões de hóspedes, mais 14,4% que em igual período do ano passado e 25,8 milhões de dormidas, uma subida de 19,5% face ao período homólogo. "Nos primeiros nove meses do ano, verificou-se um incremento de 19,5% das dormidas totais, resultante de variações de +28,7% nos residentes e de +9,4% nos não residentes. Comparando com o mesmo período de 2019, as dormidas diminuíram 54,0% (-14,4% nos residentes e -71,2% nos não residentes). As dormidas registadas nos primeiros nove meses de 2021 já superaram o valor registado para a totalidade do ano de 2020", acrescenta o gabinete de estatística.

O INE indica também que, até ao final de setembro houve aumentos em todas as regiões no número de dormidas de residentes, sendo de destacar as evoluções registadas na Madeira, Açores e Algarve.

Setembro com mais de dois milhões de hóspedes

As unidades de alojamento para turistas contaram com perto de 2,1 milhões de hóspedes, mais 52,3% que no mesmo mês de 2020, e 5,6 milhões de dormidas, um crescimento de 58,4% comparativamente com setembro do ano passado. No entanto, e segundo o gabinete de estatística, "os níveis atingidos em setembro de 2021 foram, no entanto, inferiores aos observados em setembro de 2019, tendo diminuído o número de hóspedes e de dormidas, 28,9% e 26,6%, respetivamente".

O mercado interno, em setembro, contribuiu com 2,6 milhões de dormidas "e aumentou 26,8%, continuando a superar os níveis do período homólogo de 2019". Ainda assim, nota que as dormidas de não residentes "duplicaram face a setembro de 2020 e totalizaram 3,0 milhões de dormidas". Todavia, em níveis inferiores ao registado em setembro de 2019.

Os proveitos totais dos estabelecimentos de alojamento turístico superaram a fasquia dos 355 milhões de euros, mais 74,6% que em setembro do ano passado, mas menos 29,1% que em setembro de 2019. Em setembro, os proveitos de aposento foram de 268,6 milhões de euros, mais 74,9% que no mesmo mês de 2020 e uma queda de 29,8% comparando com 2019.

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