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Twitter pia mais fino, milhões de utilizadores voaram

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Depois de a Apple ter deixado de reportar número de smartphones vendidos, é vez do Twitter deixar de dar números mensais. Utilizadores estão em queda.

A rede social Twitter vai deixar de disponibilizar aos investidores dados mensais do número de utilizadores inscritos na plataforma. Os números estão em queda, com menos nove milhões de utilizadores contabilizados no último trimestre, num número final de 321 milhões de utilizadores mensais. A partir de agora, a empresa do pássaro azul de Jack Dorsey passa a disponibilizar apenas o número de utilizadores diários ativos que geram receita.

Os dados do Twitter foram divulgados no passado dia 8, precipitando a queda das ações da empresa cotada na bolsa de Nova Iorque. Não foram as únicas más notícias. Um aumento das despesas de operação em 20% também fez mossa, ainda que a rede social tivesse para divulgar um crescimento de 26% nas receitas. Alcançou no último trimestre do ano passado 909 milhões de dólares graças a um salto de 25% no encaixe com publicidade (791 milhões de dólares).

O horizonte para os voos da Twitter, afinal, parece mais incerto. Até março, prevê planar mais baixo, entre os 715 e os 775 milhões de dólares. E os dados de utilizadores diários ativos com impacto para os anunciantes, ou monetizáveis, ficam agora muito aquém do volume mensal antes reportado. Eram 126 milhões no final do ano, acima dos 115 milhões considerados para o mesmo período de 2017, mas a crescer muito pouco.

Até aqui, o Twitter divulgava apenas a percentagem de crescimento deste tipo de utilizadores, relevantes para os anunciantes. E libertava o número de utilizadores mensais. Mas os novos compromissos de combate às campanhas de desinformação e as regras de proteção de dados pessoais produziram uma limpeza no universo Twitter, atirando para fora do ninho milhões de cadastros.

A métrica agora escolhida, dos utilizadores diários, mostra também que o Twitter, palanque para o discurso institucional e noticioso, e rede favorita de Donald Trump, o presidente norte-americano, está longe dos altos voos de redes sociais como o Facebook (1,2 mil milhões de utilizadores) ou Snapchat (186 milhões de utilizadores).

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