Imobiliário

U-World investe 67 milhões em 1600 camas para alunos

Numa residência U-Loft, um apartamento T0 terá um custo de 250 euros mês. Foto: D.R.
Numa residência U-Loft, um apartamento T0 terá um custo de 250 euros mês. Foto: D.R.

A empresa está prestes a arrancar com a construção de uma residência para estudantes em Braga. Segue-se Coimbra, Aveiro e Porto

A U-World, empresa de capital 100% português, está a aguardar o alvará de loteamento da Câmara de Braga para iniciar a construção da primeira residência universitária U-Loft no país. E não vai ficar por aqui. A próxima paragem é Coimbra, tendo sido já assinado um memorando de entendimento para a compra de um terreno junto ao polo 2 da universidade, revelou Paulo Ribeiro, diretor-geral da promotora imobiliária. Para Aveiro, também já há um projeto a correr. No total, são mais de 1600 camas e um investimento de 67 milhões de euros. A empresa está ainda a negociar a compra de um terreno no polo universitário da Asprela, no Porto.

O modelo da U-Loft assenta num conceito anglo-saxónico que integra alojamento e valências como ginásio, praça de alimentação, salas de formação e até uma incubadora de startups – tudo a uma distância não superior a cinco minutos a pé da universidade. O espaço vai dispor de serviços de apoio à integração do estudante e à atividade académica, que vão desde o acesso a bolsas, ligação às empresas para facilitar a entrada no mercado de trabalho, assessoria fiscal e jurídica, entre outros, adianta Paulo Ribeiro. O preço de um T0 (15 metros quadrados) ronda os 250 a 300 euros.

Produto de investimento
A residência de Braga, cuja construção deverá iniciar-se no fim do verão, vai contar com 230 apartamentos entre T0 e T4 (80% são T0), num total de 368 camas, e implica um investimento de 20 milhões. Este empreendimento, que estará concluído no último trimestre de 2020, tem já 39% das unidades comercializadas. Metade desse volume foi adquirida por brasileiros e o restante por investidores locais.

A U-World “não quer financiamento bancário” para desenvolver os projetos. Segundo Paulo Ribeiro, a empresa assumiu o capital na aquisição do terreno e desenvolvimento do projeto de Braga, e prevê “sustentar a construção através das aquisições dos aforradores”. Aliás, os apartamentos são licenciados como equipamento turístico para “permitir alienar as unidades a pequenos e médios investidores”.
Na sua opinião, estes ativos “proporcionam um rendimento atrativo e ajustado tendo em conta os produtos concorrentes, como escritórios e hotelaria, e são mais resistentes às oscilações económicas”. A exploração e gestão das residências ficará a cargo da U-Loft.

Crescimento acelerado
Para os próximos anos, a U-World tem previsto um crescimento acelerado. O empreendimento em Coimbra aguarda a aprovação de um PIP (pedido de informação prévia) para que a compra do terreno se possa concretizar. Nesta cidade, o objetivo é construir um edifício com 700 camas, num investimento de 25 milhões. Em Aveiro, a U-World aguarda também pelo parecer do PIP para avançar com uma residência de 600 camas, com um custo de 22 milhões. No Porto, o terreno está identificado, o projeto prevê 900 camas, mas as negociações ainda estão numa fase preliminar. Paulo Ribeiro quer também internacionalizar o conceito, apostando no Brasil como primeiro mercado externo.

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