Uber Eats: Limites às comissões dos restaurantes vão prejudicar consumidores

Plataforma de entrega de refeições lamenta limitação das comissões cobradas aos restaurantes, imposta pelo decreto do novo estado de emergência.

A partir de sexta-feira, dia 15, as plataformas de entrega de refeições não poderão cobrar aos restaurantes uma comissão superior a 20% por cada refeição nem aumentar as taxas de serviço junto dos consumidores. Esta medida do decreto do novo estado de emergência é contestada pela Uber Eats. A empresa alega que esta opção vai penalizar os consumidores.

"Estas medidas tornam o serviço menos acessível para os consumidores, o que limitará a procura dos restaurantes e consequentemente as oportunidades dos milhares de pessoas que fazem entregas com a nossa aplicação", indica fonte oficial da Uber em nota enviada ao Dinheiro Vivo.

A situação deverá implicar uma redução nas campanhas para promover os cafés e restaurantes dentro da plataforma, apurou o Dinheiro Vivo.

Isso mesmo indica a empresa quando refere: "as limitações impostas ao nosso modelo de negócio, incluindo à nossa taxa de serviço, vão forçar-nos a alterar a forma como operamos, prejudicando todos os que utilizam a nossa aplicação e que queremos apoiar".

A empresa garante que vai cumprir a medida prevista no decreto. A Uber Eats lembra que tem mais de 6000 restaurantes a funcionar na plataformas em todo o país. Só que alguns destes estabelecimentos têm contestado as comissões cobradas por empresas como Uber Eats, Bolt Food e Glovo.

A situação levou, entretanto, ao nascimento de várias startups portuguesas, que cobram uma mensalidade fixa aos restaurantes em vez de uma comissão aplicada a cada entrega.

A partir de sexta-feira, os restaurantes só poderão funcionar em regime de take-away e com entregas ao domicílio, segundo o decreto do novo estado de emergência, que vai vigorar até 30 de janeiro.

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