Uber pagou resgate por roubo de dados de 57 milhões de pessoas

A empresa pagou depois um resgate de 100 mil dólares aos hackers para que apagassem as informações pirateadas

A revelação foi feita pela própria empresa na noite desta terça-feira. Em dezembro do ano passado, a Uber foi vítima de um ataque de piratas informáticos, que roubaram os dados de 50 milhões de passageiros e de sete milhões de motoristas, incluindo nomes, números de telefone e endereços de email.

A empresa pagou depois um resgate de 100 mil dólares aos hackers para que apagassem as informações pirateadas. O caso foi escondido tanto dos utilizadores como das autoridades, o que poderá colocar agora a Uber perante problemas legais. O roubo já está a ser investigado pelo procurador-geral do Estado de Nova Iorque.

Num comunicado publicado no site da plataforma de transporte de passageiros, o CEO Dara Khosrowshahi pediu desculpa pela forma como a empresa lidou com a situação.

"Devem estar a questionar por que só estamos a falar disto agora, um ano depois. Eu fiz a mesma pergunta, por isso pedi imediatamente uma investigação sobre o sucedido e sobre a forma como lidámos com ele", revelou o CEO, que chegou ao cargo em agosto sucedendo a Travis Kalanick.

Khosrowshahi garante que após ter tido conhecimento da situação, notificou as autoridades de todos os países onde está presente e afastou da empresa dois dos responsáveis.

Um deles foi Joe Sullivan, diretor do departamento de segurança que já tinha ocupado o mesmo cargo no Facebook, e que detinha um dos cargos mais elevados na estrutura da empresa.

A Uber diz ainda que notificou todos os motoristas cujo número de carta de condução tenha sido roubado, tendo garantido ainda proteção gratuita contra roubos de identidade. Nos Estados Unidos, foram 600 mil os motoristas afetados.

"Nada disto deveria ter acontecido e eu não consigo justificá-lo. Não posso apagar o passado, mas posso comprometer-me, em nome de cada funcionário da Uber, de que vamos aprender com os nossos erros. Estamos a mudar a forma como fazemos negócio, colocando a integridade no centro de cada decisão que tomamos, e estamos a trabalhar muito para ganhar a confiança dos nossos clientes", conclui Khosrowshahi.

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