Transporte

UberEats. O take-away da Uber está a caminho de Portugal

UberEats acaba de chegar a Madrid
UberEats acaba de chegar a Madrid

Depois de um 2016 marcado pela oposição dos taxistas e das críticas às condições dos trabalhadores, a Uber quer que 2017 seja o ano dos motoristas

Rui Bento mantém a política da Uber a nível global e não revela o número de utilizadores ou viagens feitas pela empresa de transportes em Portugal. Diz, porém, que “2016 foi um ano de forte crescimento” e que em 2017 haverá mais soluções e novas “opções de viagem”.

Um dos serviços que está a caminho de Portugal é o UberEats, um serviço que, em parceria com restaurantes, faz entregas de refeições em casa. Esta funcionalidade acaba de chegar à capital espanhola e, “está em rápida expansão em todo o mundo, em particular nas cidades europeias”, disse o diretor-geral da Uber ao Dinheiro Vivo.

“Madrid junta-se agora à lista de cidades onde as pessoas podem utilizar a Uber não só para se deslocarem, como também para escolherem e receberem convenientemente as suas refeições. O UberEATS continuará a chegar a novas cidades, como é o caso das cidades portuguesas, embora não consigamos adiantar para já datas concretas”, detalhou ao Dinheiro Vivo.

Quanto ao balanço de 2016, Rui Bento admite que é positivo. “Hoje é possível ter acesso a uma viagem com a Uber em menos de 3 minutos em Lisboa ou no Porto” e, ao mesmo tempo, nas cidades que envolvem as suas áreas metropolitanas. “A Uber não só serve estas duas cidades, como as zonas em seu redor – é por isso que hoje é simples e conveniente pedir um Uber para viajar em Oeiras, Almada ou Sintra”, afirma. Não diz, no entanto, quantas viagens foram feitas, ou com quantos utilizadores ativos a empresa conta em Portugal.

Em março de 2016, a Uber anunciou que já tinha realizado um milhão de viagens em Lisboa e Porto. Numa altura em que se debatia o estatuto regulatório da empresa – que tem sido tudo menos pacífico -, a empresa confirmava ainda que contava com mil motoristas.

Operar em Portugal desde julho de 2014, com presença em Lisboa, Porto e Faro, mas o total internacional tem uma expressão ainda maior: a Uber serve mais de 350 cidades, espalhadas por 67 países. Em alguns tem variados tipos de serviço, tipologia de transporte e diferentes “classes” de viagem.

Ao longo dos meses, a empresa tem enfrentado o braço-de-ferro dos taxistas, que veem na sua operação uma “concorrência desleal”. Mas este está longe de ser o único problema. Recentemente, têm sido reveladas situações de precariedade dos motoristas, com inúmeras horas trabalhadas e rendimentos inferiores ao salário mínimo nacional.

É por isso, que Rui Bento anuncia que 2017 será um ano voltado para quem está atrás do volante. “Estamos determinados em servir cada vez melhor os nossos utilizadores em 2017, com opções de viagem cada vez mais adequadas às suas necessidades e expectativas. Mas queremos que 2017 seja também o ano dos motoristas, e que quem partilha esta viagem connosco atrás do volante encontre na plataforma e na comunidade Uber uma oportunidade importante e estável”.

Os motoristas que servem a Uber ou fazem-no por conta própria ou através de empresas de transporte. Recebem à comissão, um convite a mais horas ao volante. No entanto, há relatos de pagamentos abaixo dos 2 euros por hora trabalhada.

Esta semana, a empresa foi mesmo multada nos EUA em 20 milhões de dólares – cerca de 19 milhões de euros – por ter anunciado numa oferta de emprego que os motoristas ganhavam em média 90 mil dólares em Nova Iorque e 74 mil dólares em São Francisco, quando a realidade, afinal, é “consideravelmente” diferente.

A Federal Trade Comission (FTC) entende que a empresa exagerou, provando que menos de 10% dos motoristas daquelas cidades conseguem efetivamente igualar os valores prometidos.

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