Economia

UE pronta a negociar acordo comercial limitado com EUA que inclua automóveis

Comissária Cecilia Malmstrom Foto: REUTERS/Jason Lee
Comissária Cecilia Malmstrom Foto: REUTERS/Jason Lee

A União Europeia está pronta a negociar um acordo comercial limitado com os Estados Unidos, que inclua automóveis, rejeitando que a exportação de carros seja uma ameaça à segurança nacional, disse hoje a comissária europeia do Comércio.

Cecilia Malmström, que reagiu na sua conta oficial na rede social Twitter à decisão do Presidente norte-americano, Donald Trump, de adiar até um período de seis meses a eventual aplicação de tarifas às importações de automóveis da UE,

“Notamos que os EUA adiam a decisão sobre tarifas aos automóveis por 180 dias. Mas rejeitamos por completo a ideia de que as nossas exportações de automóveis representem uma ameaça à segurança nacional. A UE está preparada para negociar um acordo comercial limitado incluindo automóveis”, mas não em violação das regras da Organização Mundial do Comércio, escreveu.

Malmström acrescentou numa segunda publicação que irá discutir esta questão com o representante do Comércio dos Estados Unidos, Robert Lighthizer, “na próxima semana, em Paris”.

O Presidente dos EUA, Donald Trump, adiou hoje qualquer decisão de impor tarifas às importações de automóveis, invocando razões de segurança de Estado e para não aumentar a tensão na guerra comercial com a Europa e o Japão.

Estas tarifas são particularmente temidas na Europa, especialmente na Alemanha, que é um forte exportador de automóveis para os EUA.

Já na quinta-feira, em Bruxelas, o ministro das Finanças alemão, Olaf Scholz, considerou “uma muito boa mensagem” a notícia do adiamento por seis meses da decisão da administração norte-americana sobre a imposição de impostos à importação de automóveis da UE, que havia sido avançada pela cadeia norte-americana CNBC, e que foi então oficializada hoje pela Casa Branca.

“É uma muito boa mensagem que agora haja a opção de prosseguir as conversações para encontrar soluções, e todos querem que esse diálogo tenha sucesso”, disse, à entrada para uma reunião de ministros das Finanças da zona euro.

Com a decisão de adiamento, o Presidente norte-americano diz que quer proteger o setor estratégico automóvel e aliviar tensões nas negociações comerciais com os países europeus e com o Japão, que decorrem sob o pano de fundo de uma estratégia política protecionista por parte de Donald Trump.

Washington ressalta que um relatório apresentado pelo Departamento de Comércio em 17 de fevereiro destacou o facto de “a investigação e o desenvolvimento no setor automóvel serem críticos para a segurança nacional”.

“A base industrial de defesa dos EUA depende do setor automóvel para o desenvolvimento de tecnologias essenciais para manter nossa superioridade militar”, sustenta o documento.

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