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UGT acusa Altice de “despedimento encapotado” na PT

Fotografia: Filipe Amorim / Global Imagens
Fotografia: Filipe Amorim / Global Imagens

Esta sexta-feira os sindicatos convocaram uma greve na PT Portugal, um protesto contra a redução de quadros. É a primeira greve em dez anos.

A UGT acusa a Altice de estar a realizar um processo de “despedimento encapotado de um elevadíssimo número de trabalhadores” na PT, no mesmo dia em que os trabalhadores da operadora dona do Meo estão a realizar uma greve para contestar a transferência de mais de uma centena de trabalhadores para empresas terceiras prestadoras de serviços. Esta sexta-feira os trabalhadores concentram a partir das 13h30 junto do edifício sede da PT, em Picoas.

“Espero que exista uma solução política. O poder politico não pode permitir que situações como esta ocorram em Portugal, com o uso abusiva da Lei”, disse José Arsénio, secretário-geral do Sindetelco, sindicato afeto à central sindical.

O processo de transferência de trabalhadores da PT para empresas externas através de transmissões de estabelecimento tem motivado forte contestação junto dos trabalhadores que temem a redução de quadros através deste mecanismo legal, no qual não têm uma palavra a dizer. Através de 3 processos de transmissão de estabelecimento a PT já reduziu 155 quadros. Destes 118 passam a ter vínculo laboral com a Altice Technical Services e Visabeira já a partir de sábado.

“A atitude da empresa, visando passar para empresas externas uma parte significativa da sua atividade, numa estratégia que é apenas de maximização de lucros, deve ser contestada e contraria o compromisso de não despedir trabalhadores que a própria Altice assumiu perante os portugueses quando adquiriu a PT”, considera a central sindical.

“A UGT classifica como inadmissível uma actuação que visa operar a redução de custos à custa dos direitos dos trabalhadores, incluindo os que resultam da negociação colectiva livremente acordada com os sindicatos ao longo de muitos anos, e que, em última instância, em nada mais se traduzirá que no desmantelamento da PT, retirando-lhe valor e conhecimento e colocando em causa o interesse estratégico que a empresa sempre teve para Portugal”, continua.

“Devemos condenar qualquer forma de pressão e assédio moral sobre os trabalhadores, que os force a uma decisão entre o desemprego e a redução das suas condições de vida e de trabalho”, reforça.

O Governo já mandou a Autoridade das Condições de Trabalho realizar uma ação inspetiva visando especificamente esses processos, aguardando a análise das conclusões.

 

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