Trabalho

Autoeuropa: UGT acusa sindicato da CGTP de “enorme irresponsabilidade”

Carlos Silva, secretário-geral da UGT. Fotografia: Paulo Novais/Lusa
Carlos Silva, secretário-geral da UGT. Fotografia: Paulo Novais/Lusa

Para o secretário-geral da UGT, o diálogo e a negociação devem ser o caminho a seguir na Autoeuropa.

O secretário-geral da UGT, Carlos Silva, acusou esta quarta-feira o sindicato da CGTP que marcou a greve na Autoeuropa de “enorme irresponsabilidade” e sublinhou que o diálogo e a negociação devem ser o caminho a seguir na empresa.

A acusação do líder da central sindical foi feita durante uma conferência de imprensa onde foram apresentadas as reivindicações da UGT para 2018.

“É uma enorme irresponsabilidade o sindicato da CGTP (Site Sul) ter avançado daquela forma para uma greve”, disse Carlos Silva defendendo que antes da convocação da paralisação, que ocorreu no dia 30 de agosto, “devia ter havido um esforço de negociação” e de perceber se havia disponibilidade da administração.

De acordo com o secretário-geral da UGT, “quando houve disponibilidade, a greve já estava convocada e não havia nada a fazer”.

Recorde-se que a Comissão de trabalhadores da Autoeuropa demitiu-se no dia 1 de agosto, depois dos trabalhadores terem recusado o acordo que foi negociado com a administração relativamente a um novo horário de trabalho, com seis dias consecutivos, para fazer face ao arranque da produção do novo SUV da empresa, o T-Roc. Os trabalhadores em vez de gozarem duas folgas consecutivas todas as semanas, passariam a ter um dia fixo de descanso, ao domingo, e outro ao longo da semana.

Sobre a possibilidade de existirem condições para se alcançar um horário alternativo, o secretário-geral da UGT referiu que “há muita gente em Portugal que trabalha ao sábado, tem é de ser remunerado e os horários negociados, o que faz falta é negociar uma plataforma de boa-fé.

Na conferência de imprensa também esteve presente o secretário-geral do SINDEL, Rui Miranda, para prestar alguns esclarecimentos sobre a situação vivida pelos trabalhadores da Autoeuropa.

Rui Miranda referiu que “para aquele aumento de produção é necessário trabalhar aos sábados”, mas alertou que é preciso encontrar alternativas para não “penalizar tanto a vida das pessoas, como a vida familiar”, e que a preocupação é sobretudo “com a saúde dos trabalhadores”.

A nova comissão de trabalhadores da Autoeuropa será eleita no dia três de outubro. O SINDEL afirma que existem condições para negociar a favor da empresa e, simultaneamente, dos trabalhadores, mas que a palavra final cabe aos trabalhadores.

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