paralisação em setúbal

UGT diz que estivadores estão “reféns de ambições pessoais”

ANTÓNIO PEDRO SANTOS/LUSA
ANTÓNIO PEDRO SANTOS/LUSA

Os trabalhadores de Setúbal estão a ser apoiados pelo Sindicatos dos Estivadores e Atividades Logísticas, que exige uma negociação de âmbito nacional.

A UGT considera insustentável o atual bloqueio dos terminais do Porto de Setúbal e afirma que o grupo de 90 estivadores precários em protesto, indisponíveis para o trabalho desde o passado dia 5, está a ser manipulado e refém de interesses que não os seus.

Os trabalhadores reclamam um contrato coletivo de trabalho negociado pelo Sindicato dos Estivadores e da Atividade Logística (SEAL), que tem apoiado a ação de protesto e que mantém também uma convocatória de greve às horas extraordinárias em vários portos do continente, Madeira e Açores até 1 de janeiro.

“A FNSTP – Federação Nacional de Sindicatos de Trabalhadores Portuários, filiada na UGT, que agrega oito diferentes sindicatos de trabalhadores portuários e estivadores de todo o país, defende que os trabalhadores portuários não podem continuar reféns de ambições pessoais e da manipulação da qual estão a ser alvo em nome de interesses que não sejam único e exclusivamente aqueles dos trabalhadores”, escreve a UGT em comunicado.

Para a UGT, a paralisação que dura há 12 dias em Setúbal “é insustentável e põe em causa os interesses do país”.

“A UGT considera fundamental que seja encontrada uma solução que respeite os direitos dos trabalhadores portuários e que garanta que as empresas da região possam escoar as suas mercadorias, sem que seja posta em causa a continuidade da jornada laboral”, defende.

O Ministério do Mar, que está a intervir para negociações entre empresas e trabalhadores portuários do país, tem vindo a ouvir os diferentes sindicatos, separadamente, ao longo das últimas semanas, além dos operadores portuários e administrações dos portos do país.

Para negociar o regresso ao trabalho dos estivadores, o SEAL exige uma discussão com todas as principais empresas de portos do país, não só da questão de Setúbal mas também de outras que afetam os estivadores de outros portos.

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