Retalho Alimentar

Última herdeira do fundador da Danone vende participação

Família Carasso fundou a Danone em Barcelona
Família Carasso fundou a Danone em Barcelona

Marina Carasso, neta do fundador, vendeu a sua participação à casa mãe por 200 milhões de euros.

A multinacional francesa Danone acaba de comprar mais uma parcela da subsidiária espanhola. A empresa de iogurtes, fundada em Barcelona, perdeu, assim, a última herdeira da família fundadora.

A notícia foi avançada, esta semana, pelo Expansión. Segundo o jornal espanhol, a casa mãe tem vindo a comprar as participações dos acionistas históricos catalães desde 2013. Até à data, já gastou mais de 1,7 mil milhões de euros e, agora, detém 98,4% da sucursal espanhola. A última tranche que comprou foi de 6% do capital da Danone Espanha, por mais de 200 milhões de euros, só restando agora 1,6% ainda nas mãos de acionistas minoritários.

Há quatro anos, a estrutura da Danone Espanha era bem diferente: os acionistas históricos controlavam 43% da empresa e a casa mãe detinha os restantes 57%. Mas a crise financeira levou a Danone, a multinacional, a iniciar um processo de negociação com os acionistas da Danone, a sucursal espanhola, para recomprar as suas ações. O objetivo era acabar com uma particularidade que tem origem na história da empresa: foi a sucursal que deu origem ao grupo multinacional. Esta última operação foi feita sob grande secretismo, mas o Expansión adianta, citando fontes ligadas ao processo, que a participação de 6% foi comprada a Marina Carasso, da família fundadora.

A Danone foi fundada em 1919, por Isaac Carasso, em Barcelona. O seu filho, Daniel Carasso, veio a assumir a empresa 20 anos depois da sua fundação. Antes disso, em 1929, a família Carasso mudou a sede da Danone para França. Depois da Guerra Civil espanhola, Daniel Carasso, a quem os mais próximos chamavam Danon, que deu origem ao nome Danone, juntou-se ao advogado Luis Portabella Conte Lacoste, com quem geriu a líder do mercado de iogurtes durante 40 anos.

A filha de Daniel, Marina, vive em Paris e é presidente da Fundação Daniel & Nina Carasso, que financia projetos ligados às artes e à alimentação. É casada com Jacques Alexandre Nahmias, que, segundo o Expansión, é quem a representava nesta participação de 6%. Com a venda, Nahmias renunciou ao seu cargo no conselho de administração, mas as fontes contactadas pelo jornal espanhol adiantam que irá manter-se ligado à empresa como consultor.

Com a saída da última herdeira da família Carasso, a sucursal espanhola da Danone fica reduzida a três acionistas: Jérôme Boesch, presidente executivo da empresa, e dois representantes da casa mãe: Martin Renaud e Carles Vall.

No ano passado, a Danone faturou 22,4 mil milhões de euros e obteve lucros de 1,2 mil milhões, um aumento de 15% face a 2014.

Comentários
Outras Notícias que lhe podem interessar
Hoje
Angel Gurría, secretário-geral da OCDE. Fotografia: EPA/Andrzej Grygiel

OCDE pede mais proteção da contratação coletiva

Angel Gurría, secretário-geral da OCDE. Fotografia: EPA/Andrzej Grygiel

OCDE pede mais proteção da contratação coletiva

Angel Gurría, secretário-geral da OCDE. Fotografia: EPA/Andrzej Grygiel

OCDE pede mais proteção da contratação coletiva

Outros conteúdos GMG
Última herdeira do fundador da Danone vende participação