pagamentos eletrónicos

Um em cada três portugueses já utilizou telemóvel para pagamentos

Sistema Selfie Pay identifica o utilizador pela íris através de fotografia tirada com smartphone. 
Foto: Mel MacLaine/Mastercard
Sistema Selfie Pay identifica o utilizador pela íris através de fotografia tirada com smartphone. Foto: Mel MacLaine/Mastercard

Portugal tem cada vez mais clientes digitais que estão dispostos a aderir a novos sistemas de validação quando fazem compras, revela estudo.

Um em cada três portugueses já fez pagamentos utilizando apenas o telemóvel e o universo de clientes digitais em Portugal já se aproxima de 1,5 milhões de consumidores. Segundo o estudo “Innovation Barometer 2016” que a Inmark realizou para a Mastercard, o cartão bancário ainda é o meio de pagamento mais utilizado pelos portugueses para as compras online, mas mais de 40% dos inquiridos estaria disposto a validar tal operação através de validação biométrica – através da impressão digital ou da íris – para maior segurança.

Mais de metade dos inquiridos refere efetuar compras online todos os meses (50,5%), mas 37% admite ter desistido de pelo menos uma compra nos últimos seis meses devido ao método de pagamento disponível ou à falta de segurança da loja virtual (45%).

100% dos inquiridos tem telemóvel e muda de equipamento a cada 2,84 anos

“Estamos a sair de uma sociedade offline para uma sociedade sempre online que tem alterado a forma como os cidadãos interagem e como compra. Já não usam a internet para procurar produtos fora do país ou fazer compras especiais: hoje, são as próprias lojas que incentivam a visita aos seus sites, que não são encarados como concorrência, mas em complementaridade para captação e referenciação dos clientes”, explicou Paulo Raposo, country manager da Mastercard Portugal.

97,3% dos inquiridos possui computador e este é o meio preferido para fazer compras online (92,4%)

Se os portugueses desistem das compras online por se sentirem inseguros, é negócio perdido. “O uso dos cartões era arriscado e, por vezes, complicado. A Mastercard desenvolveu, por isso, a Masterpass – um sistema de carteira digital que armazena todos os cartões [no telemóvel ou no computador] e que gera tokens para cada entidade que recebe ou efetua um pagamento, sem dar acesso aos dados do cartão a nenhuma delas”, adiantou Paulo Raposo, referindo-se a uma tecnologia que a empresa planeia expandir em Portugal, em larga escala, durante o próximo ano. “Este sistema permite que, se perder o telemóvel, nunca perco os cartões; e, se perder a carteira com os cartões, nunca perco os token, ou seja, a fraude torna-se muito mais complicada”.

A validação da aquisição é um segundo nível de segurança que, até agora, é mais habitual ser efetuada através da introdução de um pin. Porém, 42% dos consumidores digitais portugueses diz que preferia uma solução de identificação biométrica, nomeadamente através da impressão digital (64,9%), por considerarem que seria uma solução mais segura (75%), capaz de prevenir a fraude (64%), conveniente (41%) e rápida (37%).

52,1% possui um cartão de pagamento com tecnologia contactless.

Do lado dos comerciantes físicos, há ainda alguma falta de adaptação às novas tecnologias de pagamento. Se um terço dos consumidores digitais possui cartões com tecnologia contactless, que permite pagar até 20€ num terminal POS (mais conhecido como multibanco) através da aproximação do cartão ao terminal e sem introdução de pin após a primeira utilização, quase metade das tentativas de pagamento com o referido meio não surtiram efeito. Em 46,6% dos casos o terminal POS não funcionou, em 37,9% o POS não tinha a referida tecnologia, em 14,6% dos casos o cartão não foi reconhecido e em 6,8% das situações o funcionário não sabia como funcionava.

“O futuro dos pagamentos caminha para uma altura em que deixará de haver passwords ou pins para passar a basear-se em algo que seja apenas detido pelo consumidor, ou seja, a transação que termina no smartphone com uma impressão digital ou da identificação da íris ou através de uma selfie [“Selfie Pay”]“, rematou Paulo Raposo.

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