Uma janela que obedece a gestos ou a uma app

O CeNTI e a Ecosteel preparam um novo produto que deverá chegar ao mercado no final deste ano

Chamam-lhe janela inteligente. Abre e fecha comandada por gestos, mas também pode ser acionada através de uma aplicação, e permite a renovação do ar no interior do imóvel. Por agora, é apenas um projeto, designado por Smartframe, mas deverá chegar ao mercado no final deste ano.

Trata-se de uma solução cujo desenvolvimento está a cargo do CeNTI-Centro de Nanotecnologia e Materiais Técnicos, Funcionais e Inteligentes e da empresa Ecosteel, sediada na Póvoa de Varzim, especializada em caixilharias, proprietária da marca "Much more than a window" e promotora do projeto.

O estatuto de janela inteligente advém ainda da circunstância de incluir um sistema autónomo de aquecimento de perfis, a pensar no tempo frio, para evitar o congelamento da água nos canais de escoamento, de acordo com informação adianta pelo CeNTI.

Sem especificar mais pormenores, revela-se que a janela possui "várias tecnologias inovadoras", destinadas a garantir maior "conforto e segurança para o utilizador", bem como "um melhor controlo de gastos energéticos, diminuindo o consumo energético".

O sistema inteligente de renovação do ar é apontado por Joana Fonseca, gestora do projeto pela parte do CeNTI, como "uma das principais características diferenciadoras da janela", embora destaque igualmente a importância do aquecimento automático dos perfis, uma vez que, neste caso, "não é suposto haver interação com o utilizador", ativando-se sozinho sempre que a temperatura desça abaixo de um determinado valor.

Os promotores do projeto, apoiado pelo Portugal 2020, acreditam que a janela inteligente "promete revolucionar os setores da construção e arquitetura, sendo a resposta aos atuais princípios da eficiência energética e sustentabilidade ambiental".

Sobre o preço de venda ao público também nada é adiantado nesta fase. No entanto, Joana Fonseca considera que "à partida, não será vendido o pack completo, mas apenas alguns módulos". A ideia é permitir que todos os sistemas que estão a desenvolver sejam usados ou apenas alguns deles, em função do tipo de eficício e da sua localização geográfica.

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