Sucesso Made in Portugal

Undandy: Como uma startup em Portugal passou a exportar para 140 países

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É uma jovem empresa que fabrica sapatos de homem costumizados. Nasceu 100% digital, apesar de trabalhar num segmento de mercado tradicional.

Se todas as histórias de empreendedorismo começassem como a da Undandy, seria bom sinal: em dois anos, a startup portuguesa já exporta para 140 países e no último ano teve um crescimento superior a 100%.

Existem dois ‘segredos’ para o sucesso da Undandy: o facto de ter atacado o mercado internacional logo desde o primeiro momento; e o facto de produzir um produto que é personalizado mediante os gostos do cliente, aquela que é apontada como uma das grandes tendências de futuro no comércio.

“Na verdade somos uma pequena sapataria que já exportou para 140 países que está a crescer a um ritmo alucinante. Qualquer pessoa com quem conseguimos falar na rede social é o nosso cliente, já não é preciso esperar que passe em frente à loja”, disse Rafic Daud, diretor executivo da Undandy, na conferência do sétimo aniversário do Dinheiro Vivo.

Entre os principais mercados estão os EUA, que representa perto de 50% das vendas da startup, seguidos da Austrália, Canadá e Reino Unido. “Nós começámos a nossa comunicação exclusivamente em inglês e naturalmente começámos a vender mais nestes mercados. Estamos a planear passos futuros, crescimento mais a sério, infraestrutura para comunicar em diversas línguas”, adiantou o responsável.

O facto de ser uma empresa digital, isto é, vender exclusivamente através da internet e não estar dependente de qualquer retalhista, permite à Undandy vender um produto que é premium por um preço muito mais acessível. Os sapatos desportivos custam 155 euros e os modelos ‘topo de gama’ da marca custam 230 euros – valores que segundo Rafic Daud, seriam o dobro se os mesmos sapatos estivessem à venda em loja.

“Temos de trabalhar com mercados diferentes, taxas aduaneiras diferentes, tecnologia, criação de marca, criação de pacote, produto. Tudo isto está criado numa pequena startup. A grande dificuldade e o grande desafio é integrar tudo e não gerir a empresa em silos. Não só é o desafio, mas é a razão pela qual fazemos o que fazemos”.

“Somos uma empresa bipolar: somos exclusivamente tecnológica, vivemos exclusivamente na internet, por outro lado fazemos um produto altamente tradicional que não é diferente do tempo dos nossos avós”, sublinhou o CEO.

O caso da Undandy tinha inclusive sido destacado pelo presidente europeu da Google, Matt Brittin, na entrevista que deu em exclusivo à Insider, como um dos melhores exemplos de um negócio tradicional que tira proveito das vantagens do mundo digital.

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