Unicer investe 100 milhões para poupar 18 milhões por ano

Novo centro é inaugurado a 16 de setembro
Novo centro é inaugurado a 16 de setembro

Tem a altura de um prédio de dez andares e a área de um campo de futebol, e está a crescer a olhos vistos, impressionando quem passa junto à Unicer, na Via Norte, em Matosinhos. O novo armazém robotizado terá capacidade para movimentar mais de 12 mil paletes por dia e armazenar 40 mil paletes, sendo a última fase do investimento de 100 milhões de euros que a Unicer concretiza naquele espaço, onde a sede foi inaugurada há 50 anos.

“O investimento surgiu por três razões: aumento de competitividade e eficiência, visto que vamos obter ganhos operacionais de 18 milhões de euros por ano; melhoria da sustentabilidade, visto que aumentámos a eficiência do ponto de vista ambiental (consumos de energia e de água, entre outros), e isso anda sempre de mão dada com a sustentabilidade económica; e o crescimento, obviamente”, enumerou João Abecassis, CEO da Unicer.

De acordo com o último relatório de sustentabilidade de 2013, “o investimento em Leça do Balio permitiu alcançar indicadores muito positivos de consumo de água e energia, com reduções de 23% no consumo de energia elétrica, de 34% na energia térmica e de 12% no consumo de água”. No total, a empresa reduziu o consumo de energia em 24%, de água em 16% e nos combustíveis usados na logística em 21%, com -40% de emissão de CO2. Nos próximos dois anos, prevê reduzir ainda 10% ao consumo de água e 5% ao uso de energia. A cervejeira orgulha-se, ainda, de atingir 100% de reutilização de desperdícios de vidro nas diversas unidades de produção, além do aproveitamento dos excedentes do processo de fabrico da cerveja para alimentação animal.

O aumento da capacidade produtiva na fábrica de Leça do Balio, terminado durante o ano passado, permite, agora, a produção de 450 milhões de litros de cerveja anuais. Mas, se o mercado interno não aumentou e o consumo diminuiu, em resultado da crise, do verão menos quente e da “pesada carga fiscal, que mantém o IVA a 23%”, a Unicer tem procurado oportunidades de crescimento na exportação.

“O nosso primeiro mercado continua a ser Portugal, segue-se Angola, para onde exportamos até que a fábrica local comece a laborar, lá para finais de 2016, e os mercados tradicionais europeus, onde continua a crescer a procura da Super Bock (França, Suíça, Espanha, Reino Unido…). Mas também estamos a apostar num mercado que não era evidente, quando lá chegámos: a Arábia Saudita, onde a procura pela cerveja sem álcool continua a crescer; e noutros mercados africanos muito interessantes, como Moçambique e Cabo Verde”, revelou o responsável. “No Brasil, também estamos a crescer, mas a produção é local”, adiantou, ainda.

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