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United. Como um par de leggings iniciou uma revolução

United Airlines
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Política de vestuário da United tornou-se viral na Internet. Tudo começou com duas meninas barradas por usarem leggings

Tudo começou com uma agente de embarque e duas crianças de leggings. Prestes a embarcar num avião da United Airlines, no aeroporto de Denver, as duas meninas foram barradas por não se apresentarem vestidas de acordo com o regulamento de vestuário da companhia.

Shannon Watts, fundadora do grupo Moms Demand Action, assistiu à cena e escreveu no Twitter que as crianças estavam a ser pressionadas “para mudar de roupa ou colocar vestidos por cima das leggings ou não poderiam embarcar”.

Questionada, a agente disse que “não fazia as regras apenas as cumpria”. E Watts, que foi divulgando o que via pelo Twitter, assegura que não havia ali nada de impróprio: “pareciam normais e apropriadas”, escreveu.

A companhia aérea não atendeu de imediato quaisquer telefonemas ou respondeu a emails. Mas prontamente, no Twitter, justificou-se perante a ativista: “Os passageiros desta manhã eram portadores de um passe United e não estavam de acordo com a nossa política de vestuário para quem beneficia de um passe de viagem”.

“O nosso contrato de transportadora, regra 21, reserva o direito de recusar transportar passageiros. Isto é deixado ao critério do agente de embarque”, continuou a companhia.

A empresa refere que estes passes de viagem destinam-se a funcionários da empresa ou dependentes diretos, que viajam sempre que possível como benefício laboral. Nestes casos, acrescentam, o vestuário casual é permitido, desde que pareça limpo e apropriado para o ambiente em que se insere.

Os termos legais com que os passageiros concordam é menos gravoso, barrando apenas “pessoas descalças ou vestidas inapropriadamente”, mas não detalhando os limites do que é considerado apropriado.

Ao Washington Post, a companhia defendeu que as duas crianças, que viajavam com o pai, “não estavam de acordo com a nossa política de vestuário para viagens oferecidas pela companhia”. E acrescentou que “os nossos passageiros regulares não serão barrados porque vestem leggings ou calças de yoga”.

Seja como for, as reações ao caso fizeram-se ouvir de imediato. E, pelas redes sociais, há já quem assegure que irá fazer um boicote à companhia. É o caso de Chrissy Teigen, mulher de John Legend.

Questionada sobre este regulamento “especial” para passageiros convidados, a modelo acrescentou ainda que não faz diferença.

Não foi a única celebridade a manifestar-se. Patricia Arquette diz que esta política é péssima e rejeitou quaisquer justificações da companhia aérea. “O emprego delas é serem crianças”, advertiu a atriz.

LeVar Burton, ator e realizador, também reagiu conta as medidas punitivas da companhia e diz que este episódio ficou “devidamente anotado”.

Sarah Silverman foi mais longe e admitiu mudar todos os seus voos agendados.

 

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