Logística

Urbanos: Da corrida à TAP à proteção de credores

Alfredo Casimiro, fundador e presidente do grupo Urbanos. Fotografia: Miguel Manso/Público
Alfredo Casimiro, fundador e presidente do grupo Urbanos. Fotografia: Miguel Manso/Público

Grupo que tentou participar na privatização da TAP e dos CTT tem dívidas de 30 milhões de euros

Depois de tentar participar na privatização da TAP e dos CTT, o grupo Urbanos está desde a passada sexta-feira sob administração judicial. Um dos maiores grupos nacionais de logística recorreu ao Processo Especial de Revitalização (PER), segundo a informação publicada no portal Citius.

“Esta reestruturação visa tornar a empresa mais competitiva, depois de oito anos de ajustamento no mercado nacional, onde 30% da economia foi afetada”, adianta o líder do grupo de logística, Alfredo Casimiro. A Urbanos vai negociar com os credores uma dívida avaliada em 30 milhões de euros, apurou o Dinheiro Vivo junto de fontes do sector.

Para Alfredo Casimiro, o recurso ao PER “não tem de ser visto como um estigma. Está garantida a proteção dos clientes e dos trabalhadores”. A Urbanos, no âmbito deste processo, está impedida, sem autorização do administrador judicial, de “praticar atos de especial relevo”, como a venda de ativos ou a celebração de novos contratos.

O grupo logístico afasta a venda de ativos no âmbito deste processo. “É preciso dar um passo atrás para voltarmos a crescer. Queremos regressar às condições económicas de 2008/2009”, período em que o grupo Urbanos faturou cerca de 25 milhões de euros. Exatamente o mesmo montante do que em 2015.

A empresa fechou o ano passado com prejuízos de dois milhões de euros, apurou o Dinheiro Vivo junto de fontes do setor. O grupo Urbanos emprega atualmente 700 pessoas (400 de forma direta) e está presente também em países como Marrocos e Angola.

Também sob administração judicial está a Rntrans, comprada em 2012 pela Urbanos. A empresa de logística de obras de arte, feiras, exposições e congressos apresentou-se ao PER na segunda-feira junto do tribunal da comarca de Lisboa.

Fundado em 1990, o grupo Urbanos tornou-se conhecido nos últimos anos por ter tentado concorrer à privatização da TAP – tendo chegado a apresentar uma providência cautelar manifestando receios de que os novos donos pusessem em causa a opção de compra dos 49,9% do capital da Groundforce (empresa de assistência em terra), que ainda estão na esfera da TAP.

História

Fundado em 1990, o grupo Urbanos é especialista em várias áreas da logística, como obras de arte, distribuição de publicações, e as mudanças de habitação e de escritórios.

Em 2008, o grupo Urbanos foi considerado “PME Líder” e a quarta melhor empresa para trabalhar em Portugal.

Está desde 2010 em Marrocos e apostou também no mercado angolano. Criou ainda em 2015 a Urban Wind, empresa que organizou a passagem por Lisboa da Volvo Ocean Race no ano passado.

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