Prémios da TAP

“Vai demorar a recuperar a confiança entre nós e a comissão executiva da TAP”

(Sara Matos / Global Imagens)
(Sara Matos / Global Imagens)

Ministro das Infraestruturas assume que uma declaração firme do governo nunca é ignorada por uma empresa

A polémica em torno dos prémios de 1,17 milhões de euros, atribuídos pela TAP a 180 funcionários, apesar dos fortes prejuízos de 2018, ainda se fazem sentir na relação entre o governo e a gestão da TAP. “Vai demorar a recuperar a confiança entre nós e a comissão executiva [da TAP]. Esperamos lá chegar”, admitiu esta terça-feira, Pedro Nuno Santos, ministro das Infraestruturas.

Numa audição que já vai em quatro horas e onde a composição acionista da companhia aérea já tinha sido considerada pelo ministro como insuficiente, “mas o único [acordo] possível”, Pedro Nuno Santos reforçou que não tinha conhecimento de que a TAP iria atribuir prémios de gestão.

“Fiquei indignado com os prémios e continuo”, começou por dizer numa questão colocada por Hélder Amaral. Mais tarde reforçou: “Não minto, nem menti. Por isso é que me indignei, eu não sabia. Comigo não houve um mal-entendido, eu não sabia, li na comunicação social”, garantiu o ministro das Infraestruturas.

Pedro Nuno Santos assume que o irritante ainda não se dissipou e lembra: “Uma declaração firme do Governo da República não cai em saco roto em empresa nenhuma” e que isso também preocupa a gestão da companhia.

O maior problema, diz o ministro, foi “a forma como o processo foi gerido”. Por isso recorda que a criação de uma “comissão de recursos humanos onde o Estado estará presente para acompanhar a politica salarial e de prémios da empresa” parece ser o caminho certo.

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