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Vale tem oito barragens em estado de risco

A empresa brasileira Vale detinha a barragem do Brumadinho, que colapsou em janeiro.  REUTERS/Adriano Machado/File photo
A empresa brasileira Vale detinha a barragem do Brumadinho, que colapsou em janeiro. REUTERS/Adriano Machado/File photo

A Vale realojou as populações de perto de cinco destas barragens e parou a produção nas outras duas, após a auditoria ao estado dessas estruturas.

Um estudo da consultora alemã TUV Sud, revelado hoje pelo ‘Der Spiegel’, afirma que há oito barragens da mineira brasileira Vale em estado “preocupante” ou “especialmente preocupante”, sendo possíveis novos desastres como o de Brumadinho, em janeiro.

De acordo com a agência de notícias espanhola Efe, o estudo preliminar, de 12 páginas, foi divulgado hoje e aponta para uma barragem em estado “preocupante” e mais sete em situação “especialmente preocupante”, todas elas no estado de Minas Gerais, onde em janeiro morreram cerca de 200 pessoas e desapareceram outras 100.

Depois de ser informada das conclusões do estudo, a Vale realojou as populações perto de cinco destas barragens e parou a produção nas outras duas.

Na quinta-feira, a Vale tinha dito que quatro das suas barragens podem entrar em colapso a qualquer momento, tendo elevado para o nível máximo de risco três dessas barragens na passada quarta-feira.

Em comunicado, a empresa afirmou que soou alarmes em áreas rurais onde o estado de Minais Gerais, região onde estão localizadas as barragens em causa, não pode garantir um resgate oportuno.

No entanto, ordens de evacuação já foram emitidas nesses mesmos lugares em fevereiro, depois da grave rutura da barragem de Brumadinho, operada pela Vale.

A orientação para a mudança do nível de alerta foi dada pela Agência Nacional de Mineração (ANM), segundo a qual o nível 3 significa ameaça de “rompimento ou risco eminente de romper”.

O desastre na barragem de Brumadinho, que correu em janeiro último, provocou pelo menos 216 mortos, segundo o último balanço da Defesa Civil de Minas Gerais.

A lama proveniente da rutura da barragem varreu a comunidade local e parte do centro administrativo da empresa mineira Vale, destruindo o refeitório onde se encontrava uma parte dos funcionários.

Após o desastre, a Vale anunciou que ia fechar todas as barragens construídas com o mesmo método da de Brumadinho, ou seja, erguidas a partir do próprio lixo e da terra na área.

A mineradora brasileira já esteve envolvida num outro acidente semelhante, ocorrido numa das minas da sua subsidiária Samarco no estado de Minas Gerais, há três anos, na cidade de Mariana, no qual morreram 19 pessoas após a rutura de uma outra barragem.

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