Greve dos motoristas

Venda de jerricãs multiplicou por 40

Muitos têm sido os portugueses a procurar armazenar combustíveis para fazer face à greve dos motoristas de matérias perigosas. Fotografia: Miguel A. Lopes / LUSA
Muitos têm sido os portugueses a procurar armazenar combustíveis para fazer face à greve dos motoristas de matérias perigosas. Fotografia: Miguel A. Lopes / LUSA

Foi o caso da Prolipet, de Leiria, que só a semana passada despachou 5 mil embalagens para transporte de combustíveis

A aproximação do Dia D sem acordo à vista fez disparar a procura por jerricãs para transporte de combustíveis, embora a lei proibia o seu armazenamento em garagens ou arrecadações dos prédios, devido ao risco de libertação de vapores e de inflamação. E mesmo o transporte, em carros particulares, está limitado a um máximo de 60 litros em recipiente devidamente homologado para o efeito. Às empresas produtoras de jerricãs, as encomendas começaram a chegar em força a partir de meados de julho, e com especial ênfase na última semana.

Foi o que aconteceu com a Prolipet, uma pequena unidade familiar de Leiria, que, em média, vende 500 jerricãs para transporte de combustíveis por mês e que, “só na última semana já expediu cinco mil”, explicou ao Dinheiro Vivo o responsável da empresa. A necessidade de dar resposta aos pedidos urgentes dos clientes nacionais levaram a Prolipet a adiar até algumas entregas no mercado espanhol.

“Sentimos um grande aumento das encomendas sensivelmente há 15 dias, nomeadamente até de empresas com quem nem trabalhávamos e em tamanhos, como os jerricãs de cinco e 10 litros, que não produzimos habitualmente. Mas agora já está a acalmar e contamos ter as entregas todas feitas até ao início da próxima semana”, diz Ricardo Henriques.

Com sede em Tomar, a Prolipet tem a fábrica instalada nas Cortes, Leiria, onde dá emprego a seis pessoas. Como Prolipet existe há, apenas, seis anos, mas conta com uma experiência acumulada no sector de mais de 15 anos. Os garrafões plásticos e jerricãs para a agricultura e indústria alimentar são a sua principal área de negócios, em especial para o acondicionamento e transporte de azeite, mas produz, também, comedouros e bebedouros para animais, regadores e baldes para a construção, entre outros.

Ao contrário da maior parte das unidades fabris, que fecham para férias em agosto, a Prolipet dá 15 dias de férias aos funcionários em junho ou julho, consoante o trabalho, e o resto no fim do ano. “Sabemos que é um mês de grande trabalho, vendemos muito para embaladores de azeite. Sabe que muitos dos emigrantes que vêm passar férias aproveitam para levar azeite no regresso”, refere Ricardo Henriques.

Embora muitos dos seus produtos se destinem, indiretamente, a mercados africanos e alguma coisa a França, Ricardo Henriques admite que a Prolipet só exporta, diretamente, para Espanha. “É um produto leve, mas volumoso, é complicado”, sublinha. Só há dois anos começou a produzir, também, os jerricãs para transporte de combustíveis, produto que vale cerca de 10% das suas vendas. “Tem crescido todos os anos e temos um novo contrato para fornecer uma empresa espanhola, no próximo ano, que nos vai fazer praticamente duplicar a faturação”, refere o empresário.

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