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Vendas da Jerónimo Martins sobem 6,5% para 17,3 mil milhões

Fotografia: Orlando Almeida/Global Imagens
Fotografia: Orlando Almeida/Global Imagens

Grupo dono do Pingo Doce viu subir as vendas nos diversos mercados, não tendo a Polónia sido impactada pelo encerramento aos domingos

As vendas do grupo Jerónimo Martins (JM) subiram o ano passado 6,5%, para 17,337 mil milhões de euros, de acordo com os dados preliminares divulgados pelo grupo dono do Pingo Doce.

“2018 foi um ano exigente, particularmente na Polónia, onde enfrentámos uma mudança significativa das regras de funcionamento do mercado. No entanto, fomos capazes de aumentar as quotas de mercado nas três geografias, ao mesmo tempo que gerimos cuidadosamente o mix de vendas enquanto impulsionador fundamental do crescimento rentável. Acreditamos que esta será uma vantagem chave na entrada em 2019”, diz o grupo em comunicado enviado ao mercado.

Polónia: fecho ao domingo sem impacto

Na Polónia, o grupo viu as vendas da Biedronka subir 5,6%, para 11,691 mil milhões de euros, apesar dos menos 21 dias de vendas com o encerramento aos domingos, a partir de março. As vendas subiram 2,9% no quarto trimestre. A cadeia reforçou a sua quota de mercado, informa o grupo.

“Numa base Like for Like (LFL), as vendas aumentaram 2,7% (+1,2% no 4º trimestre). O nível de preços no cabaz manteve-se relativamente estável, com o crescimento a ser impulsionado pelos volumes e trading up”, refere o grupo. “Estimamos que a regulamentação em vigor desde março relativa ao encerramento aos domingos tenha impactado o LFL em c.1,3p.p. (c.1,3p.p. no quarto trimestre, com 5 dias de encerramento)”, informa.

O ano passado, “em linha com o seu plano de expansão”, a Biedronka abriu 122 lojas, encerrando o ano com uma rede de 2.900 localizações (77 adições líquidas).

“Continuamos a ver oportunidades interessantes para abrir lojas de proximidade e acreditamos que temos o formato certo, com a flexibilidade de layout necessária, para concretizar essas oportunidades”, estima a Jerónimo Martins.

A Hebe viu as vendas subir 24,7%, para 207 milhões, com uma subida de 27,5% a verificar-se no quarto trimestre. “Este desempenho confirma que a atual proposta de valor se adequa ao mercado polaco e tem potencial para entregar mais no futuro próximo”, considera a Jerónimo Martins.

A cadeia abriu 51 novas lojas (48 adições líquidas), tendo terminado o ano com 230 localizações: 30 farmácias e 200 drogarias (das quais 21 incluem farmácia).

Pingo Doce: vendas sobem 4,6% para 3,835 mil milhões

Em Portugal, o Pingo Doce viu subir as suas vendas 4,6%, para 3,835 mil milhões. O crescimento LFL (excl. combustível) atingiu 3,5% (+2,8% no 4º trimestre). O ano passado abriram 10 novas localizações, das quais 8 sob o conceito de conveniência Pingo Doce & Go.

O Recheio alcançou vendas de 980 milhões de euros, um crescimento de 4% em relação ao ano anterior (+5,6% no 4º trimestre). Numa base LFL, as vendas aumentaram 4,4% no ano e 6,6% no 4º trimestre.

“A assertividade comercial da companhia permitiu-lhe beneficiar adicionalmente de um ambiente de consumo favorável e de uma atividade turística positiva”, justifica o grupo.

Colômbia: Ara abre 143 lojas, vendas sobem 47,9%

Na Colômbia, a Ara registou vendas de 599 milhões de euros, 47,9% acima de 2017 (+37,2% no 4º trimestre). “A expansão foi a primeira prioridade da Companhia, que esteve focada em reforçar a sua presença e a relevância da oferta nas diferentes regiões”, destaca o grupo.

A cadeia abriu 143 lojas em 2018, muito perto do objetivo de 150, acabando o ano com uma rede total de 532 localizações. “As lojas restantes deverão ser abertas no início de 2019, sem impacto material no calendário definido para o ano.”

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