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Vendas do iPhone caem e Wall Street castiga Apple

A próxima versão do sistema operativo OS X para os computadores da Apple será lançada gratuitamente no outono

Números do trimestre ficaram aquém das expectativas, apesar de uma subida na venda de Macs e recorde de receitas nos serviços

Após um trimestre de Natal estelar, as vendas do iPhone regressaram ao estado que perseguiu a Apple em todo o ano passado: caíram. Nos primeiros três meses de 2017, segundo trimestre fiscal da Apple, a marca vendeu 50,7 milhões de smartphones, o que ficou aquém dos 52 milhões que os analistas esperavam. Foi uma quebra ligeira (apenas 1%), mas o suficiente para atirar as ações da empresa para território negativo, depois de terem atingido uma valorização recorde, 147,51 dólares, nas horas que antecederam a divulgação dos resultados.

No global, as receitas cumpriram o que o mercado esperava, com um crescimento de 5% para 52,9 mil milhões de dólares. Os lucros também subiram ligeiramente, de 10,5 para 11 mil milhões de dólares. No entanto, nada cativou as emoções dos investidores. As vendas do primeiro trimestre do ano costumam ser mais fracas, mas esta é a segunda vez na história do iPhone que caem, em relação ao mesmo período do ano anterior. A IDC já tinha avisado que a empresa perdeu a liderança do mercado de smartphones para a Samsung, apesar de a consultora ter contabilizado as remessas de iPhones e não as vendas ao consumidor final.

As melhores notícias não estiveram do lado do dispositivos, mas sim dos serviços: iTunes, App Store, Apple Pay, Apple Music e iCloud cresceram 18% para 7 mil milhões de dólares, um recorde absoluto num segundo trimestre fiscal – só as receitas da App Store dispararam 40%. Tanto o CEO Tim Cook como o diretor financeiro Luca Maestri sublinharam a importância desta performance, referindo que esta divisão tem o tamanho de uma empresa da lista Fortune 500. O CFO referiu que a loja da Apple gerou “o dobro” das receitas da rival Google Play, que tem uma base de utilizadores muito maior.

“Estamos muito satisfeitos com este desempenho”, disse Tim Cook, na abertura da conference call com analistas que se seguiu à apresentação. O CEO referiu que a performance foi boa tendo em conta as perdas associadas a câmbios desfavoráveis ao dólar e a uma redução gigantesca do inventário de iPhones, superior a 1,2 milhões de unidades – mais do dobro em relação ao mesmo trimestre do ano passado.

Cook também revelou que o serviço de streaming Apple Music e o de armazenamento na nuvem iCloud cresceram “a dois dígitos”, totalizando agora 165 milhões de assinantes. O CEO não diferenciou entre ambos, o que teria sido interessante para perceber como o Apple Music se está a comportar em relação ao líder do mercado, Spotify.

“As vendas do Apple Watch duplicaram em relação ao trimestre do ano passado. É o relógio inteligente mais vendido do mundo”, referiu ainda o responsável. Ainda assim, não concretizou. O relatório indica que a categoria “Outros Produtos”, onde o Watch é contabilizado, cresceu 31% em receitas.

Do lado do iPad, apesar da nova versão do Pro a preços mais baixos, o volume de vendas voltou a descer, desta vez 13%. Em contra-corrente esteve o computador Mac, que cresceu 4% em vendas e 14% em receitas, o que significa que o valor médio pago pelos consumidores subiu.

Wall Street castigou a Apple por este trimestre sem sal pressionando em baixa as ações da tecnológica, que estiveram a cair quase 2% nas trocas fora de horas. Mas ninguém tenha muita pena da empresa. O CFO Luca Maestri revelou que a Apple tem agora 256,8 mil milhões em dinheiro, quase todo acumulado fora dos Estados Unidos.

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