Vendas líquidas do grupo DIA em Portugal caíram 4,2% no 1º semestre para 296 milhões

Dono do Minipreço justifica que "as vendas líquidas foram afetadas por restrições nos horários de abertura de lojas e uma base de lojas 12,1% menor relativamente ao mesmo período de 2020".

As vendas líquidas do grupo espanhol DIA em Portugal, dono do Minipreço, foram, no primeiro semestre deste ano, de 296,3 milhões de euros, uma redução de 4,2% em relação ao período homólogo, segundo um comunicado.

Na mesma nota, o grupo justificou que "as vendas líquidas foram afetadas por restrições nos horários de abertura de lojas e uma base de lojas 12,1% menor relativamente ao mesmo período de 2020", explicando ainda que "o semestre foi afetado ainda por uma base comparativa excecional do 1.ºS [primeiro semestre] de 2020".

A empresa revelou ainda que "em Portugal foram encerradas 77 lojas no semestre".

No mesmo período, "foram abertas 11 lojas (10 próprias e uma franquias) e a transferência de próprias a franquia foi de 15 lojas", lê-se no comunicado.

Assim, em 30 de junho deste ano, a empresa tinha 499 lojas em Portugal, num total de 5.993 em quatro países (Brasil, Argentina, Espanha), tendo, no último ano, encerrado 205 estabelecimentos e efetuado 29 novas aberturas.

Quanto ao segundo trimestre, as vendas líquidas em Portugal caíram 8,7% para 146,3 milhões de euros.

"A implementação integral do modelo atualizado de franquia começou em Espanha e Portugal durante o segundo semestre de 2020 com um acolhimento muito positivo dos nossos franqueados", indicou o grupo.

Segundo a DIA, "o número de lojas com o novo modelo supera os 80% da rede de franquias em Espanha (excluindo Clarel) e 90% no caso de Portugal", sendo que "em 30 de junho de 2021 apenas 269 franquias ainda operavam no modelo tradicional de franquia, para as quais existem planos de ação individualizados para a sua passagem, de maneira progressiva, para o novo modelo de franquia".

O grupo acrescentou ainda que "no caso de Portugal o plano contempla que toda a rede de franquia esteja sob o novo modelo no final de 2021" e que levou a cabo, no semestre, "atualizações de lojas, tendo sido transformadas em Espanha e Portugal 300 e 59 lojas respetivamente e 42 lojas na Argentina".

O Capex (investimento) da DIA em Portugal aumentou 577%, para 10,2 milhões de euros no primeiro semestre deste ano.

Globalmente, o grupo recuperou em termos de resultados líquidos, com prejuízos de 104,8 milhões de euros, uma melhoria de 44,2% em relação ao primeiro semestre de 2020.

As vendas líquidas do grupo reduziram-se em 9,1%, atingindo 3.193 milhões de euros, com o EBITDA (resultado antes de impostos, juros, depreciações e amortizações) ajustado a fixar-se em 47,7 milhões de euros, uma diminuição de 20% em relação ao primeiro semestre do ano passado.

A empresa recordou ainda que no dia 04 de agosto de 2021 anunciou "a subscrição completa do aumento de capital no montante de 1.028 milhões de euros, tendo obtido uma procura de 1,67 vezes das novas ações oferecidas na tranche em dinheiro que ascendia a 259 milhões de euros".

Segundo o grupo, "os restantes 769 milhões de euros resultaram da conversão em capital da dívida nas mãos do acionista maioritário Letterone. A admissão a negociação das novas ações foi efetivada no passado dia 13 de agosto de 2021, mantendo-se um 'ree float'de 22,3% após o aumento de capital".

O grupo DIA encontrava-se num processo de dissolução por falência técnica desde finais de 2018 quando um dos seus acionistas, o milionário russo Mikhail Fridman, tomou o controlo maioritário da empresa no início de 2019 e começou um processo de recuperação.

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