Inovação

Via Verde. Pague os parquímetros com o telemóvel

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O serviço Via Verde estacionar está disponível em cidades como a Amadora, Porto ou Vila Real, entre outras. Em 2017 seguem-se os transportes públicos

Depois das autoestradas, das gasolineiras, dos parques de estacionamento e até dos restaurantes McDrive, a Via Verde chega, agora, ao estacionamento de rua, com o objetivo de “melhorar, facilitar e simplificar” a experiência do utente. Com a nova app Via Verde Estacionar, vai poder pagar os parquímetros com o seu telemóvel, de forma “rápida e segura”, garante a empresa.

“O serviço está, para já, disponível em seis cidades – Porto, Vila Nova de Gaia, Amadora, Portimão, Vila Real e Figueira da Foz -, mas o objetivo da empresa é alargá-lo ao resto do país. “Este é o primeiro de um conjunto de novos serviços de vamos lançar, depois do reposicionamento da marca Via Verde. Queremos dar aos utentes de todos os meios de transportes os mesmos atributos de facilidade, conveniência e segurança que demos aos automobilistas e, por isso, queremos ser uma plataforma multimodal de acesso e de pagamento eletrónico de todos os meios de transporte”, explicou ao Dinheiro Vivo o administrador-delegado da Via Verde, Pedro Mourisca.

Mas como funciona o pagamento dos parquímetros com a Via Verde? O serviço está disponível tanto na app Via Verde como na app Via Verde Estacionar. E a operação é simples, garante a empresa. Para pagar um estacionamento, terá, apenas, que selecionar ‘novo estacionamento’ e efetuar quatro passos:

1) escolher um veículo;
2) escolher uma cidade;
3) escolher uma localização;
4) escolher a duração e a quantia.

Em todos os passos, é disponibilizada uma check-box para que o cliente possa fazer a sua escolha, sendo de referir que cada zona de estacionamento tem períodos de tempo e tarifas específicas. Feitas as respetivas seleções, o utilizador pode premir o botão “Iniciar estacionamento”. Com o início, é disponibilizado um ecrã com informação sobre o tempo que falta para acabar, a hora a que foi iniciado, a hora em que termina, o custo, o veículo, a cidade e a zona, assim como um botão para prolongar e/ou para terminar o estacionamento.

“Estacionar na rua é agora mais simples e mais cómodo. Não precisa de ter a Via Verde no carro e muito menos de moedas, trocos ou parquímetros, pagando unicamente o tempo que utilizar. Pode também associar veículos, mesmo que não sejam clientes Via Verde, assim como efetuar vários estacionamentos simultâneos”, destaca a empresa. Que acrescenta: “Esta solução também liberta o utilizador da preocupação de fazer pré-carregamentos, porque está assente no modelo de pós-pagamento atual da Via Verde, desenvolvido em parceria com a SIBS”.

No Porto, o estacionamento de rua está concessionado pela autarquia à EPorto, que dispõe, também, de uma solução de pagamento por telemóvel. Mas a Via Verde tem já um acordo comercial com a EPorto, tal como pretende estabelecer acordos com os vários operadores públicos ou privados nas restantes cidades do país. Qual a mais-valia da Via Verde, questionamos? “Os 3,250 milhões de clientes que já são clientes Via Verde e que, por isso, já têm meio de pagamento associado. É mais uma oferta para os clientes e é um canal complementar a todos os operadores”, explica Pedro Mourisca.

Sobre o alargamento do serviço aos transportes públicos, o administrador-delegado da Via Verde garante que esse será o próximo passo, com adesão da Fertágus, no início do próximo ano. “Vai permitir baixar muito as barreiras do uso do transporte público pelo utilizador ocasional que deixa de precisar de conhecer o sistema de zonas ou os vários operadores, porque a aplicação vai tratar disso por ele e até lhe vai otimizar o preço”, garante Pedro Mourisca. O objetivo é alargar este serviço a outros operadores de transporte público, como a STCP e a Metro do Porto.

E qual será o contributo desta nova área de negócios da mobilidade para a faturação da Via Verde? “Os serviços fora das autoestradas representam, atualmente, 5% do volume de negócios da empresa. O objetivo é que possam vir a atingir os 20%. Queremos posicionar a Via Verde como um agente de mudança no mundo da mobilidade que está em constante mutação”, sublinha Pedro Mourisca.

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