Viagra muda de imagem para combater falsificações

Famoso comprimido azul já tem genérico
Famoso comprimido azul já tem genérico

A farmacêutica norte-americana Pfizer cansou-se de perder milhares de milhões de euros pela venda das falsificações de um dos seus fármacos mais populares: o Viagra, indicado para a disfunção eréctil.

Apesar da famosa pastilha manter a sua cor azul, a empresa decidiu alterar o aspecto exterior de todas as caixas e as cápsulas onde se guardam as pastilhas.

Mas a alteração mais visível é o holograma incorporado na embalagem de Viagra que agora, como acontece com as notas de dinheiro, tem uma nova tecnologia e sistema de segurança para que seja mais difícil de copiar. Estes hologramas foram produzidos com uma nova tinta óptica variável de última geração.

As embalagens também sofreram alterações que não são perceptíveis à vista desarmada, mas que vão ser bastante úteis aos profissionais na hora de distinguir o original das falsificações que chegam ao mercado, segundo o Expansión.

A partir de agora, todas as cápsulas vão ser exactamente iguais, para que o paciente também possa identificar se, efectivamente, o medicamento que comprou é o original. Estima-se que todos os anos sejam vendidos 2,700 milhões de euros em cápsulas falsas de Viagra em todo o mundo.

O problema não é só económico, mas também de saúde, já que na maioria dos casos, os medicamentos falsos só partilham o aspecto original do produto e não a sua composição. Nos casos em que for utilizado o mesmo princípio activo, o que falha são as doses de cada pastilha, com efeitos nocivos para a saúde.

Nos casos mais extremos podem chegar, inclusivamente, a provocar a morte, já que além das quantidades serem diferentes, podem ser encontradas na composição das cápsulas tinta industrial, cera ou giz, segundo a Organização Mundial de Saúde (OMS).

Esta alteração de imagem no Viagra insere-se no plano de acção da Pfizer para combater as falsificações, que engloba desde a vigilância e identificação de sites fraudulentos onde se vendem estes produtos, passando pela colaboração com as autoridades sanitárias e policiais nos controlos fronteiriços. Todos os anos são confiscados, em média, cerca de dez milhões de cápsulas falsas de Viagra.

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