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Vieira da Silva espera regresso de “diálogo social produtivo” na Autoeuropa

Fotografia: JOSÉ COELHO/LUSA
Fotografia: JOSÉ COELHO/LUSA

Uma solução de diálogo entre sindicatos e a administração da Autoeuropa, que resolva a atual situação, é o desejo expresso do ministro do Trabalho.

O ministro do Trabalho, Vieira da Silva, espera o regresso do “diálogo social produtivo” à Autoeuropa, fábrica do grupo automóvel Volkswagen, em Palmela, e que todas as partes “tenham consciência do que está em causa”.

À margem de uma conferência dos 60 anos do Fundo Social Europeu, o governante referiu que o encontro com sindicatos e administração foi agendado no sentido de ser “um instrumento positivo para a recuperação de uma das principais vantagens da Autoeuropa: clima de diálogo social produtivo que existiu durante anos”, que tem “esperança que seja recuperado”.

À questão dos jornalistas se teme uma nova greve na fábrica de Palmela, Vieira da Silva começou por referir que não pode utilizar o verbo temer em relação a um direito constitucionalmente previsto, mas assinalou que todas as partes “devem ter consciência do que está em causa”.

O ministro notou que a fábrica está em desenvolvimento e os planos dos alemães em fabricar um novo modelo (T-roc) exclusivamente no país.

Pelos contactos que tem somado, o tutelar da pasta das questões laborais “tem a certeza” que todos estão interessados no sucesso da fábrica.

Recordando que o Governo “nunca deixou de intervir”, ao acompanhar os processos negociais sobre horários e remunerações, Vieira da Silva afirmou a disponibilidade dos serviços do seu ministério para mediações.

O ministro enumerou ainda dois objetivos que devem ser atingidos: “Retomar uma estrutura de dialogo social estabilizado na Autoeuropa e que se diálogo seja um instrumento fundamental para o futuro da empresa, que é muito importante para o país”.

A Comissão de Trabalhadores (CT) da Autoeuropa rejeitou na terça-feira a decisão da administração de avançar unilateralmente com novo horário de produção a partir de finais de janeiro e convocou plenários para dia 20 de dezembro.

A administração tinha comunicado a intenção de avançar unilateralmente, em finais de janeiro, com um novo horário de produção de 17 turnos semanais, face à rejeição de dois pré-acordos negociados previamente com a CT.

Embora se trate de um acordo imposto unilateralmente, a administração da Autoeuropa promete pagar os sábados a 100%, equivalente ao pagamento como trabalho extraordinário, que era uma das principais reivindicações dos trabalhadores. Este pagamento dos sábados a 100% poderá ainda ser acrescido de mais 25%, caso sejam cumpridos os objetivos de produção trimestrais.

A CT reiterou que “este modelo de horário e as suas condições são mais desfavoráveis e contrariam a vontade expressa pela maioria dos trabalhadores”.

O novo horário, que entrará em vigor em finais de janeiro, deverá vigorar até ao mês de agosto de 2018. A Autoeuropa promete discutir o período após agosto com a Comissão de Trabalhadores.

Os novos horários de laboração contínua preveem quatro fins de semana completos e mais um período de dois dias consecutivos de folga em cada dois meses para cada trabalhador.

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