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Vigent Group. Negócios a crescer 30% exigem contratar centenas este ano

Sérgio Silva, CEO do Vigent Group, prevê um crescimento de 30% até 2019.
Foto: Igor Martins/Global Imagens
Sérgio Silva, CEO do Vigent Group, prevê um crescimento de 30% até 2019. Foto: Igor Martins/Global Imagens

Grupo nascido na Trofa há 46 anos tem unidades de produção em todo o Mundo e está a contratar para Portugal.

Com quase meio século de experiência e a capacidade de inovar da segunda geração na liderança, a Metalogalva e a Brasmar – as duas empresas alojadas no Vigent Group – preparam-se para crescer 30% nos próximos três anos e estão a recrutar mais de uma centena de pessoas para cumprir os respetivos planos de expansão.

“Já não está a ser fácil conseguir tanta gente nesta zona. A Trofa tem muita indústria e as pessoas acabam por ter de vir de longe, isto tratando-se de engenheiros ou operários”, revela Sérgio Silva, filho e sobrinho dos fundadores do grupo, atual CEO.

A Metalogalva é a unidade inicial do grupo, tendo começado por dedicar-se ao “fabrico de fogões a lenha, em 1971”. O tempo dos fogões passou, mas a experiência do trabalho em chapa evoluiu para o fabrico de construções metálicas e, depois, para engenharia e proteção do aço. Que é como quem diz estruturas para telecomunicações, energia, equipamentos públicos e rodoviários, enfim, tudo em aço galvanizado.

Sérgio Silva

“Em 2010, a Metalogalva faturava 40 milhões de euros, dos quais 7% no estrangeiro. No ano passado, a faturação chegou a 80 milhões de euros e exportou 72% da produção para 40 mercados”, resume Sérgio Silva. “Este ano, as encomendas de março ficaram 50% acima do homólogo”, acrescenta. A fábrica de Albergaria já teve de ser reforçada com uma nova linha de 5 milhões de euros. E, por motivos logísticos, para crescer a Leste, investiu 4 milhões de euros numa fábrica na Ucrânia e vai gerir outra na Argélia, de 40 milhões financiados pelo governo local. Como aconteceu essa mudança?

“Foi o resultado de uma nova estratégia de internacionalização, procurando mercados mais estáveis e de maior futuro, na Europa. Além disso, apostámos em recursos humanos qualificados: em 2010 tínhamos sete engenheiros, hoje são mais de 60 e continuamos a contratar”, desvenda o CEO do grupo. “Em Albergaria, estamos a tentar abrir mais um turno, precisamos de 30 pessoas e não estamos a conseguir. Atualmente levamos pessoal para lá, com carrinhas que vão buscar pessoas a Vila Nova de Gaia”, adianta também.

A inovação está, hoje, presente no dia-a-dia dos 650 trabalhadores da Metalogalva, tendo sido responsável por produtos novos que ainda não encontramos por cá.

“Copenhaga comprou-nos um produto novo, que são umas colunas de iluminação pública com um revestimento anti autocolantes e anti grafiti. Claro que é um produto mais caro, ainda deve demorar uns anos a vender em Portugal”, exemplificou o responsável. “A nossa ambição é ganhar quota de mercado às empresas francesas e alemãs, que acredito que vamos conseguir porque temos vantagens competitivas na tecnologia – e não na mão de obra barata, aliás pagamos acima da média a todos os trabalhadores”, sublinha Sérgio Silva.

Brasmar

A Brasmar é a empresa do ramo alimentar que nasceu de uma aventura (fracassada, no início) no Brasil, no início do milénio. “Tenho alguns tios no Brasil, que entusiasmaram o meu pai e o meu tio com o negócio da produção de camarão. Chegámos a ter uma fazenda que produzia quatro mil toneladas por ano e mais de mil colaboradores. Montámos uma empresa para vender o camarão em Portugal e, em 2003, comprámos uma empresa que trabalhava congelados e assim nasceu a Brasmar”, recorda Sérgio Silva.

O negócio no Brasil acabou por ser vendido, não só devido ao aumento dos encargos, mas também porque as doenças dos animais o tornavam incerto. A Brasmar tem hoje filiais no Brasil e na Noruega, que enviam peixe, marisco e cefalópodes (polvo, pota, lulas) para Portugal para ser processado, embalado e vendido para a Grande Distribuição ou para 20 mercados no estrangeiro. Em 2016, exportou 50% das 24 mil toneladas de peixe processadas, atingindo um volume de negócios de 150 milhões de euros.

Brasmar

“Até ao final de agosto fica pronta a expansão da fábrica, um investimento de 11 milhões de euros que vai permitir praticamente duplicar a produção. Vamos precisar de mais 100 pessoas, com entrada imediata”, anuncia o empresário que está a estudar, ainda, “outras possibilidades de crescimento, através de aquisições, nomeadamente em Espanha”.

“Só com o que já está a decorrer, vamos aumentar os negócios de 230 milhões de euros do grupo, em 2016, para 300 milhões de euros em 2019”, remata.

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