Hotelaria

Vila Galé de olho no projeto do CCB e no Quartel da Graça

CCB (1)

Grupo hoteleiro pondera avançar com manifestação de interesse no projeto do CCB ou no Quartel da Graça.

O Vila Galé, que detém 32 hotéis em Portugal e no Brasil, está a analisar os concursos para a construção de hotéis no Centro Cultural de Belém (CCB) e no Quartel da Graça, disse esta quarta-feira o administrador do grupo hoteleiro.

“É tudo muito prematuro e vai depender das condições dos concursos”, afirmou Gonçalo Rebelo de Almeida, num encontro com jornalistas, que sublinhou: “Se o Quartel da Graça e o CCB foram na mesma altura, seria um ou outro”.

O responsável admite que a decisão será influenciada por três fatores: “Pode influenciar o elevado investimento e valor mínimo da renda, um terço do projeto é para a área de escritórios e serviços, o que nos obriga a ir a concurso em parceria, e o terceiro fator é se encaixa com os timings disponíveis”.

O concurso público internacional para a construção de um hotel e uma zona comercial no CCB, em Lisboa, avançou em novembro do ano passado. Os dois módulos serão concessionados por 50 anos e vão custar 65 milhões de euros ao consórcio que apresentar a melhor proposta, disse na altura Elísio Summavielle, presidente do CCB.

A entidade exploradora do equipamento hoteleiro e da galeria comercial terá de pagar uma renda de 300 mil euros à Fundação CCB, valor que aumentará no momento de “exploração plena” para “um mínimo de 900 mil euros” anuais, segundo consta do caderno de encargos da obra.

O Pedido de Informação Prévia (PIP) para a construção dos módulos foi já submetido e aprovado na Câmara Municipal de Lisboa. O edifício a construir para ser um hotel, de quatro ou cinco estrelas, está previsto para o módulo 5, com frente para o Rio Tejo, estando disponíveis 16,330 metros quadrados. A empreitada não durará menos de quatro anos.

A restante área, do módulo 4, será destinada a escritórios e lojas. De acordo com o PIP, contará com uma área total de 7,170 metros quadrados.

Seis hotéis em 2019
Este ano, o grupo liderado por Jorge Rebelo de Almeida tem investidos cerca de 40 milhões na abertura de quatro novos hotéis em Portugal.

Em abril, deverá ser inaugurado o Vila Galé de Elvas, onde o grupo investiu mais de oito milhões de euros, concretizando-se o primeiro projeto no âmbito do Revive.

Leia também: Volume de negócios do Vila Galé sobe 6% para 184 milhões de euros

No mesmo mês, abre a primeira fase do Vila Galé Douro, um projeto de enoturismo, inicialmente com sete quartos que, na segunda etapa, prevista para 2020, passarão a 49, num investimento de os 10 milhões de euros. O objetivo, segundo o administrador do grupo, será “produzir 60 a 70 mil garrafas anuais” para colocar no mercado já este ano.

Prevê também que o Vila Galé da Serra da Estrela esteja concluído no último trimestre deste ano, com um investimento a rondar os 10 milhões de euros. Será uma estreia para o grupo na hotelaria de montanha.

A aposta estende-se ainda ao Vila Galé Alter Real, em Alter do Chão, com abertura prevista para finais de 2019, num investimento de oito milhões de euros.

No estrangeiro, o grupo continua focado no Brasil e tem dois projetos a avançar. O Vila Galé prepara-se para a estreia em São Paulo, onde investiu 80 milhões de reais. A abertura está agendada para 2020. Já na região de Una, estão investidos cerca de 150 milhões de reais num resort all inclusive (tudo incluído) com 500 quartos, com abertura prevista para o ano seguinte.

No Brasil desde 2001, o Vila Galé conta com três hotéis de cidade – em Fortaleza, Salvador e Rio de Janeiro – e cinco resorts – Vila Galé Marés, na Bahia, Vila Galé Cumbuco, no Ceará, Vila Galé Eco Resort do Cabo, em Pernambuco, Vila Galé Angra dos Reis, em Rio de Janeiro) e agora o Vila Galé Touros.

Este plano implica a criação de 170 empregos no mercado nacional e 350 no brasileiro.

*Última atualização às 17:58

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