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Vinci escolhe Lisboa para testar controlos de segurança “sempre a andar”

Nova Passagem de Segurança com tecnologia Biométrica da ANA Aeroportos
Fotografia: Pedro Rocha / Global Imagens
Nova Passagem de Segurança com tecnologia Biométrica da ANA Aeroportos Fotografia: Pedro Rocha / Global Imagens

Lisboa recebe Centro de Excelência para estudar Seamless Flow; Terminal 2 vai ter sistema de leituras biométricas, em princípio, já em 2020

O aeroporto de Lisboa vai começar a testar um modelo de reconhecimento facial dos passageiros que promete ser “sempre a andar”. O piloto do ‘Seamless Flow’ já começou, em outubro, com uma primeira parceria entre a agência europeia de fronteiras Frontex, a ANA e o SEF, e dará um novo passo no próximo ano com a introdução de leituras biométricas que permitirão acelerar os processos de passagem.

“É nosso objetivo que, num projeto concreto no Terminal 2, possamos utilizar este tipo de tecnologia e acelerar processos para oferecer uma maior comodidade aos passageiros”, disse ao Dinheiro Vivo, Catarina Zagalo, diretora de Comunicação daANA-Aeroportos, concessionária dos aeroportos portugueses. O sistema inovador, se tudo correr como esperado, deverá entrar em operações no próximo ano.

A leitura dos dados faciais permite acelerar a vida do passageiro dentro aeroporto, possibilitando que o passaporte fique na carteira desde que se entra na infraestrutura aeroportuária até ao avião. Este sistema assenta na leitura dos dados faciais que serão reconhecidos através de câmaras que substituem o olho humano e darão acesso a passagens para as portas de embarque ou, por exemplo, entrar num lounge executivo.

Nova Passagem de Segurança com tecnologia Biométrica da ANA Aeroportos Fotografia: Pedro Rocha / Global Imagens

Nova Passagem de Segurança com tecnologia biométrica da ANA Aeroportos
Fotografia: Pedro Rocha / Global Imagens

“Estamos na fase inicial da criação deste Centro de Excelência em parceria com as forças de controlo de segurança de fronteiras, tanto a nível internacional como a nível nacional, para a utilização de um tipo de tecnologia que faz o reconhecimento biométrico, neste caso facial dos passageiros”.

Nos últimos anos, o grupo francês investiu cerca de 25 milhões de euros em tecnologia que permite reduzir o tempo que um passageiro demora para atravessar as várias etapas desde que entra num aeroporto. Entre estas inovações recentes está, o self-check-in e os sistemas que permitem despachar a bagagem.

Nesta nova fase de investimento, Lisboa não surge isolada como centro de desenvolvimento de conhecimentos e técnicas pioneiras. “Na Vinci temos três grandes áreas de inovação: gestão de fluxos, infraestruturas inteligentes e e B to C engagement. Na área de gestão de fluxos há este objetivo de criar a experiência do Seamless Flow, de fluxo sem barreiras ou fluxo contínuo, que permite aos passageiros, nas varias etapas e processos do aeroporto, possa passar sem parar. Mas na área da inovação a Vinci escolheu três aeroportos que vão congregar conhecimentos em áreas especificas: Lion vai dedicar-se ao b to c; Gatwick às infraestruturas inteligentes e Lisboa fica com a área de Seamless Flow”, destacou a responsável.

Se correr tudo bem, o projeto de Seamless Flow arrancará em Lisboa e seguirá para os 36 aeroportos geridos pela Vinci em todo o mundo. Não há, porém, uma data ainda prevista uma vez que esta é uma viagem que só agora está a começar.

O aeroporto do Montijo, que a concessionária coloca como um dos mais modernos de sempre, e arranca operação em 2022, não deverá ficar de fora destas inovações, antecipa Catarina Zagalo.

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