Violas. "Acionistas do BPI pagarão do seu bolso ausência de prémio de controlo"

Violas Ferreira renunciou ao cargo no conselho de administração e deixa duras críticas à aprovação da OPA.

O representante do acionista Violas Ferreira, que tem cerca de 2,5% do BPI, acusou o conselho de administração do BPI a não ser coerente nos seus relatórios e a beneficiar a Unitel com a venda de 2% do BFA.

Edgar Violas Ferreira votou contra a aprovação da OPA pelo conselho de administração do BPI e apresentou a sua renúncia mas deixou uma declaração de voto com duras críticas à atuação do conselho de administração. Violas Ferreira garante que o conselho de administração passou de uma avaliação da sua posição de mais de 900 milhões de euros para 366 milhões de euros, acusando-os de alterar as avaliações consoante as necessidades.

"O conselho de administração troca o controlo do maior ativo do banco pelo sucesso da OPA lançada pelo seu maior acionista", diz, referindo-se ao BFA.

"Tudo isto quer dizer única e exclusivamente que serão os demais acionistas do Banco BPI que pagarão do seu bolso (com o que deixam injustificadamente de receber) a ausência de prémio de controlo na OPA do CaixaBank e a ausência de prémio de controlo na transação do BFA", avisa Violas Ferreira.

"Assim, resulta claro que os únicos acionistas para quem esta OPA é oportuna são o próprio oferente e o(s) acionista(s) de controlo da Santoro. É demais evidente que para os demais acionistas é manifestamente inoportuna, com uma contrapartida manifestamente insuficiente e não equitativa", acusa, justificando assim a renúncia ao cargo e admitindo que pode mesmo haver uma "responsabilização judicial dos membros deste Conselho de Administração".

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