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Vista Alegre abre filial no México até junho

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Em Ílhavo já começou a produção da coleção com a marca de luxo Pineda Covalín, com a qual querem conquistar o mercado

A Vista Alegre vai abrir até ao final de junho a operação no México, mercado que em cinco a sete anos poderá representar 4% da faturação. “Acreditamos que o México é um mercado em que a Vista Alegre pode vir a crescer muitíssimo. Estamos a apostar muito forte. A constituição da empresa será feita até ao final do primeiro semestre”, adianta Nuno Barra, administrador da Vista Alegre.

México e a América Latina são regiões prioritárias para a empresa portuguesa. Neste momento, o país gera entre 200 e 250 mil euros de faturação, mas Nuno Barra acredita que há potencial para a Vista Alegre crescer. “A Vista Alegre está na área do retalho e na de hotelaria e no México a hotelaria e o próprio retalho estão em grande crescimento. Bem trabalhado, é um mercado que pode crescer imenso nos próximos anos. O objetivo é daqui a cinco ou sete anos aproximar-se do que é hoje o Brasil, que representa 4% da faturação.”

Uma aposta assente na “parceria estratégica” que fechou com a Pineda Covalín. “É a marca de luxo mais importante da América Latina, para a Vista Alegre, a América Latina é uma área geográfica prioritária, fazia sentido esta colaboração para conseguirmos projetar a Vista Alegre mais rapidamente.”

As primeiras peças do serviço de mesa e gifts Atrapasueños (Caça Sonhos) já começaram a ser produzidas na fábrica da Vista Alegre, em Ílhavo. O objetivo é começar a comercializar o produto no México em junho. “Tivemos várias ideias, mas a Vista Alegre escolheu este motivo dos cinco designs que apresentamos, cada um a pensar em diferentes tradições, que apresentamos”, conta Cristina Pineda, que em 1995 cofundou a marca de luxo com Ricardo Covalín. Hoje, a Pineda Covalín é uma marca global, com 120 lojas no México e presença no Panamá, em Miami, em breve no Qatar, entre outros mercados.

A parceria arranca com o serviço de mesa e presentes, mas no futuro deverá estender-se à decoração. “A ideia é que todos os anos venha a fazer-se algo de novo em conjunto”, diz Nuno Barra. “Será o mercado a ditar o caminho que a parceria vai seguir.”

A coleção será lançada “com algumas ações conjuntas em department stores”, depois será vendida nos pontos de venda da Vista Alegre, em algumas das lojas Pineda Covalín e “em algumas mais focadas na área dos presentes”. O futuro passa por abrir uma flagship store? “Sendo um mercado prioritário, é inevitável que daqui a uns tempos, atingindo os números que achamos razoáveis, tenhamos de abrir uma loja para dar o passo seguinte.”

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