Vista Alegre entre África, América e Ásia

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Este ano, a Vista Alegre foi notícia no The New York Times. Em
agosto, o jornal falou do serviço Transatlântica – desenhado pelo
brasileiro Brunno Jahara, “símbolo de um intercâmbio cultural de
500 anos entre Portugal e o Brasil” -, em março realçou a
parceria com Christian Lacroix, que levaria aos EUA e às lojas da
marca francesa quatro coleções de mesa e peças decorativas feitas
em Portugal. Prova de que, apesar dos 189 anos, a Vista Alegre
continua viva e jovem – a última novidade é a loja online,
inaugurada no verão.

A Vista Alegre Atlantis fabrica e distribui produtos para
tableware, giftware e hotelaria, na área do vidro e da cerâmica
desde 1824. Os quase 190 anos de história dão “uma
responsabilidade imensa”, sublinha Lázaro Sousa, presidente da
comissão executiva da Vista Alegre Atlantis, desde maio.

O processo de internacionalização começou em 1986 – em Espanha
-, e ganhou força com a fusão com o grupo Atlantis, em 2001, que
criou o maior grupo nacional de tableware e o sexto maior do mundo.
Oito anos depois, a VAA passou para o universo Visabeira. A empresa
tem quatro fábricas: em Ílhavo faz a porcelana Vista Alegre, em
Aveiro tem duas unidades de produção de grés e faiança e em
Alcobaça faz o cristal.

No ano passado, a VAA exportou 62% da produção, dos quais 83%
foram para a Europa. O que explica que a expansão no mercado
extracomunitário seja o objetivo. “O primeiro termo na estratégia
da empresa é internacionalização”, diz Lázaro Sousa. No ano
passado, a companhia abriu uma empresa comercial no Brasil e tem
planos para um espaço novo em São Paulo ainda em 2013. Entretanto,
criou um showroom permanente em Nova Iorque, tem em curso o
fortalecimento da estratégia comercial nos países do Mercosul – em
particular no México e na Colômbia -, abriu uma loja em Moçambique
e reforçou em Marrocos, mesmo sem espaços comerciais.

Em setembro,
a VAA abriu em Pequim e até ao fim do ano abrirá em Luanda. A
estratégia de crescimento conta com o apoio da Caixa, “na
internacionalização e nas unidades e renovação de equipamentos. A
CGD tem reconhecido mérito nos nossos projetos e apoia-nos desde o
início”, diz Lázaro Sousa. Nuno Serra Fernandes

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