Produtos Hortícolas

Vitacress bate recorde de vendas em 2016 e fatura 25 milhões

Luís Mesquita Dias, diretor-geral da Vitacress. Fotografia: Diana Quintela / Global Imagens
Luís Mesquita Dias, diretor-geral da Vitacress. Fotografia: Diana Quintela / Global Imagens

Diretor-geral da empresa portuguesa espera espera aumento do volume de negócios de 5 a 10% em 2017

A Vitacress Portugal, que produz e comercializa hortícolas, bateu em 2016 o recorde de vendas, faturando 25 milhões de euros, e espera neste ano um aumento entre os 5 e os 10%, disse o diretor geral da empresa.

“Foi um ano recorde em termos de vendas da Vitacress. Tivemos uma faturação de 25 milhões de euros”, disse o diretor geral da Vitacress, Luís Mesquita Dias, no âmbito da participação na Fruit Logistica, a maior feira de frutas e legumes do mundo, que decorreu em Berlim.

Em 2016, a faturação subiu no total 8%, sendo que no mercado ibérico o aumento foi de 15%, em parte devido à introdução de novos produtos, mas também “à dinâmica geral do mercado, que está efetivamente em crescimento” e que também permitiu aumentar a quota da empresa.

“O ano correu genericamente bem, mas teria corrido ainda melhor se não tivéssemos tido dois episódios grandes de mau tempo, um em janeiro e outro final de novembro. Se não fosse isso, tinha sido um ano ótimo. A média foi mais baixa porque nos períodos em que fomos afetados pelo mau tempo, tivemos de sacrificar a exportação para garantir que tínhamos o abastecimento do mercado nacional”, disse.

Sem querer divulgar números para 2017, Luís Mesquita Dias disse, no entanto, que espera um aumento do volume de negócios de 5 a 10%, prevendo que “o mercado continue a crescer a nível interno”, assim como um aumento significativo a nível de exportação.

“Isto porque temos vindo a semear ao longo dos últimos anos muitas visitas pelo Norte da Europa, que não é mercado fácil de penetrar. Mas o facto de termos passado este inverno com um mau tempo tão acentuado em todo o sul da Europa fez com que sentíssemos uma apetência muito grande pelos clientes do Norte da Europa para se virarem para Portugal, na perspetiva de diversificarem o risco”, disse.

Luís Mesquita Dias afirmou que, se “daquilo que a maior parte desses produtores compravam em Espanha até agora se deslocasse 15% para Portugal”, isso já era motivo de satisfação.

“E isso é bastante provável que aconteça, assim nós consigamos prepararmo-nos para um crescimento tão grande”, acrescentou.

Com uma área de produção de 280 hectares, a Vitacress está a ocupar cada vez mais “uma terra que era bastante desocupada durante o verão” e explica porquê.

“No verão, tínhamos uma ocupação relativamente baixa, porque qualquer cliente externo que temos são clientes de inverno. O que temos vindo a notar é que, devido às alterações climatéricas, nós temos invernos mais suaves, mas eles [nórdicos] têm verões mais agressivos, chegam a ter tempestades e cheias e, portanto, também no verão o norte da Europa está a começar a querer arranjar alternativas de produção”, afirmou.

A Vitacress é, desde 2008, uma empresa de capital 100% nacional, propriedade do Grupo RAR, está presente em nove países, como a Alemanha, Reino Unido, Polónia, Suécia, Noruega e um pouco na Holanda e Bélgica e tem produção em Portugal e Espanha.

A presença da Vitacress na feira de Berlim esteve integrada na Portugal Fresh (Associação para a Promoção das Frutas, Legumes e Flores), que, nesta edição, juntou 35 expositores, com cerca de 18 empresas portuguesas ligadas ao setor.

Aos expositores do ‘stand’ da Portugal Fresh, juntaram-se ainda os ‘stands’ individuais de outras nove empresas portuguesas.

A Fruit Logistica celebrou nesta edição 25 anos de aniversário e ultrapassou pela primeira vez os 3.000 expositores de 86 países, com mais de 70.000 visitantes profissionais de 130 países.

 

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