Agricultura

Vitacress investe até 4 milhões na fábrica e aumento de capacidade de produção

Vitacress
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Para este ano, a Vitacress prevê manter os mesmos níveis de investimento de 2018. Companhia fechou o ano com cerca de 32 milhões de faturação

A Vitacress investiu entre “3 a 4 milhões de euros” o ano passado numa nova linha de produção na fábrica, bem como no aumento da capacidade de produção, adiantou Luís Mesquita Dias, diretor-geral da Vitacress, ao Dinheiro Vivo. Um valor de investimento que dever-se-á repetir em 2019. O ano passado a empresa faturou 31,8 milhões de euros, mais 8% do que em 2017.

“Este ano se disser que não vamos fugir muito ao valor de investimento do ano passado não estou longe da verdade”, adiantou o responsável da empresa produtora de saladas ao Dinheiro Vivo, à margem da Fruit Logistica, a maior feira mundial de frutas e legumes que decorre até sexta-feira, em Berlim.

Luís Mesquita Nunes fala de uma “fase de transição” para a companhia, com “aumento de capacidade de produção no campo e na fábrica”. Na unidade fabril investiram numa nova linha de produção dedicada às saladas em saco, tendo ainda adicionado 40 hectares aos 250 hectares de cultivo da empresa, através de contratos de arrendamento de longa duração.

Em 2019 irão continuar a investir na infraestrutura da fábrica, bem como na preparação dos novos terrenos para cultivo e na renovação da frota de maquinaria agrícola, aposta que poderá representar um investimento na mesma ordem de grandeza do ano passado.

O mercado nacional representa a maior fatia de receita da companhia, tendo crescido 17% o ano passado e reforçado a sua quota em cerca de 2 pontos percentuais, para 40%. Inglaterra (com um peso de 15 a 20%), Espanha (entre 5 a 7% e “com tendência para crescer”) e norte da Europa (5%) são os principais mercados de exportação. Embora as exportações não representem o grosso das vendas, Luís Mesquita Nunes admite que a Alemanha, Escandinávia e Polónia (para onde vendem a granel para as marcas próprias das cadeias de distribuição) são destinos onde querem apostar.

Globalmente, metade das vendas da companhia é sob a marca Vitacress, que só o ano passado lançou 10 novos produtos. “Este ano vamos lançar outros tantos. No nosso funil de inovação temos 50 produtos. O problema é a escolha”.

O ano passado a Vitacress viu as vendas subir 8%, para 31,5 milhões de euros. Este ano a perspectiva é de crescimento. “A Vitacress usou o ano de 2018 para se preparar para o futuro. Tenho esperança que este ano seja substancialmente melhor do que o anterior”, diz Luis Mesquita Nunes, a apontando para crescimentos na ordem dos 10%.

*Em Berlim. A Jornalista viajou a convite da Portugal Fresh

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