Vodafone já tem 1,6 milhões de clientes ligados com fibra

Mário Vaz, CEO da Vodafone Portugal
Mário Vaz, CEO da Vodafone Portugal

A Vodafone já tem 1,6 milhões de clientes ligados com rede fibra própria e até março do próximo ano quer atingir os 2,1 milhões, anunciou Mário Vaz, CEO da Vodafone Portugal.

“Ultrapassamos o objetivo que tínhamos”, refere o CEO da operadora que anunciou o ano passado um plano de investimento de 500 milhões de euros para o crescimento da rede fibra, bem como na melhoria da rede móvel e cobertura 4G.

Investimentos realizados numa altura em que o mercado das telecomunicações tem registado quebras de receitas que Mário Vaz aponta na ordem dos 9%. A expectativa é que “no próximo ano regressemos ao crescimento”. A Vodafone viu no primeiro semestre fiscal, que fechou em dezembro, as receitas recuar 12%, para 404 milhões de libras (535 milhões de euros).

“Este ano fechamos com mais de 50% de execução desse plano de investimento de investimento”, diz Mário Vaz, num encontro com jornalistas com o balanço dos planos de investimento da empresa, no dia em que arranca com uma “mega campanha” de comunicação dando a conhecer a expansão nacional da rede de fibra da Vodafone em que vai vestir o país de vermelho.

“Temos o desafio do crescimento na rede fixa. Na rede fixa, tanto em termos de TV como de Internet, o operador que tem mais crescido no mercado é a Vodafone”, frisa Mário Vaz, referindo os dados mais recentes de quotas de mercado revelados pelo regulador.

Os 1,6 milhões de lares ligados com rede resulta não só da expansão de rede fibra da Vodafone, como também do acordo fechado com a PT Portugal em julho do ano passado que prevê a partilha de rede fibra de 900 mil lares (metade para cada um dos operadores).

O gestor refere as conquistas de quota de mercado ao nível da televisão paga e da internet – empresa teve um crescimento de cerca de 60% da base de clientes na rede fixa e hoje mais de 70% dos clientes de TV são em fibra – conquistas mitigadas pelas perdas ocorridas no segmento móvel. Este continua a ser afetado pelas ofertas convergentes e pela reestruturação do mercado móvel, em que os clientes deixam de ter tantos cartões, tornados desnecessários com a adesão aos planos all net/ ilimitados. “Continuamos a cair no móvel em resultado da estratégia de convergência no fixo”, sintetiza o gestor.

A estratégia de crescer na rede fixa é “para continuar”. “A nossa estratégia é independente dos demais”, reforça Mário Vaz quando questionado sobre se os planos da Vodafone poderão ser afetados pela mudança acionista ocorrida na PT Portugal. “Não sabemos qual vai ser a estratégia do novo dono da PT Portugal, mas isso não altera em nada a nossa estratégia na cobertura fixa”, garante.

Atingir uma quota de 8,3 a 8,5% até março do próximo ano é, admite Mário Vaz, uma ambição da Vodafone.

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