Vodafone não entrega dividendos à casa mãe. Vai investir na rede

Em 2,5 anos, a Vodafone investiu 850 milhões nas redes de última geração em Portugal. Operadora já liga perto de 2,5 milhões de lares com fibra.

A Vodafone Portugal não vai entregar dividendos à casa mãe, montante que deverá ser investido no plano de expansão da rede de fibra e de última geração móvel da operadora em Portugal. É a segunda vez, desde 2008, que a operadora liderada por Mário Vaz retém os dividendos.

"A Vodafone Portugal não irá distribuir dividendos relativos ao exercício fiscal de 2015/2016.

Esta decisão de não entregar dividendos ao acionista não tem qualquer interpretação negativa. Pelo contrário, é, uma vez mais, um sinal de que a Vodafone Portugal e o seu acionista estão comprometidos com o investimento no mercado português", frisa Mário Vaz, CEO da Vodafone, em declarações ao Dinheiro Vivo.

A Vodafone não revelou o montante a ser entregue ao acionista, que irá ser canalizado para o investimento em Portugal. Há dois anos, a companhia entregou 45 milhões de euros.

A operadora tem vindo a apostar na sua expansão de rede. Até abril de 2017 quer ligar 2,75 milhões de lares/empresas com a rede fibra, aposta que motivou o anúncio de mais 125 milhões de euros que também deverãp aplicados na rede móvel 4G. Mário Vaz faz as contas e lembra que "num enquadramento macroeconómico desfavorável, em que a maioria das empresas congelou novos projetos de expansão, a Vodafone pôs em marcha um ambicioso plano de investimento que, em apenas dois anos e meio, ascendeu a 850 milhões de euros".

"Esse esforço mais do que duplicou a nossa intensidade de CAPEX, que atinge cerca de 39% do total das receitas operacionais geradas ao longo do ano, valor 50% superior à média do mercado português", reforça o CEO da Vodafone Portugal.

O investimento tem sido canalizado para a "expansão e modernização das redes de última geração", (fibra e 4G) reforça Mário Vaz. Desde junho de 2013 a Vodafone cresceu de meio milhão de casas ligadas, para 2,5 milhões, de acordo com o último relatório e contas da companhia conhecido em julho.

"Há 11 trimestres consecutivos que somos o operador que mais cresce em clientes de TV por subscrição, o que nos permitiu um crescimento da nossa quota de mercado de TV paga de 5,9 para 11,7% em apenas dois anos. Hoje 1 em cada 7 portugueses que têm banda larga fixa são clientes satisfeitos da Vodafone", reforça Mário Vaz.

"Reflexo dessa posição competitiva nos segmentos móvel e fixo, os principais indicadores de negócio registaram um desempenho positivo nos últimos trimestres, posicionando a Vodafone novamente na rota do crescimento", continua o CEO da Vodafone Portugal.

A Vodafone fechou o primeiro trimestre fiscal de 2016/2017 com 236,1 milhões de euros de receitas, valor que representa uma quebra de 0,3% face a igual período do trimestre fiscal homólogo. Mas uma subida de 0,2% em relação ao último trimestre do ano anterior.

As receitas de serviço sobem 0,2% face ao trimestre fiscal homólogo, para 220,8 milhões de euros, mas recuam na mesma proporção face ao trimestre anterior.

(corrige para aplicação de 850 milhões em rede de última geração e não apenas fibra)

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