digital

Vodafone usa índice para tornar empresas mais digitais

A sede da Vodafone em Lisboa é um dos edifícios mais emblemáticos da capital. Desenhado pelo arquitecto Alexandre Burmester há já dez anos e com 60 mil m2 ganhou o prémio Valmor em 2005

A operadora lança um índice digital das empresas e explica ao Dinheiro Vivo poupanças reais das suas propostas tecnológicas.

A Vodafone Portugal elegeu 2018 como “o ano da transformação digital” para as empresas. O que propõe? Em primeiro lugar, a operadora criou um índice para avaliar a maturidade digital das empresas. Depois, oferece soluções inteligentes.

A empresa acredita que ao aumentar os níveis de digitalização das empresas nacionais, será possível “promover a crescente maturidade do mercado, o que terá impacto na inovação, emprego, crescimento e competitividade do País”.

O tal índice – que consiste num questionário online –, está mais pensado para empresários em Nome Individual (ENI) e Pequenas e Médias Empresas (PME), que representam a quase totalidade (99,9%) do total do tecido empresarial português. De acordo com a Vodafone, vai permitir traçar o ADN digital de cada empresa, numa escala de zero a 100 pontos.

O Dinheiro Vivo falou com António Reis Silva, diretor de produtos empresariais da Vodafone Portugal. O responsável indica que a empresa tem feito grandes investimentos nesta área, dando como exemplo do serviço Vodafone Secure Mobile. “Bloqueia o acesso a redes Wi-Fi maliciosas e impede a instalação de aplicações com código malicioso, prevenindo ataques por SMS phishing”, explica Reis Silva.

Tecnologia leva a poupanças de 80%

O responsável da área empresarial da Vodafone deu-nos ainda exemplos práticos da aplicação de soluções tecnológicas. Na Lourinhã, um projeto com o município chamado Vodafone Lights on Lights off levou à substituição das luminárias de vapor de sódio do centro histórico por tecnologia LED.

A gestão passou a ser feita através de um sistema inteligente e centralizado. “Os resultados deste projeto apontam para uma poupança na ordem dos 80% num período de 12 meses”, admite Reis Silva. Outro dos exemplos foi a empresa de peças de alumínio injetado Sonafi. Com o uso de um sistema de controlo das linhas de produção, que deteta erros de produção em tempo real, “foram reduzidos substancialmente o volume de peças defeituosas”.

Sobre as expectativas para o índice digital, António Reis Silva espera que a plataforma permita à Vodafone “ajudar as empresas portuguesas a compreenderem e acompanharem a transformação digital”, considerando esse um passo “fundamental para o seu sucesso”.

Comentários
Outras Notícias que lhe podem interessar
Hoje
(Artur Machado / Global Imagens)

Dinheiro Vivo mantém-se líder digital dos económicos

A presidente da Fundação Calouste Gulbenkian, Isabel Mota, conversa com o presidente e CEO da PTT Exploration and Production (PTTEP), Phongsthorn Thavisin durante a conferência de imprensa de anúncio da venda da Partex à empresa tailandesa, na sede da fundação em Lisboa
TIAGO PETINGA/LUSA

Gulbenkian vende negócio do petróleo e gás. Onde vai investir agora?

Fotografia: D.R.

Deficiência. Peritos aconselham troca de benefícios fiscais por outros apoios

Outros conteúdos GMG
Vodafone usa índice para tornar empresas mais digitais