Mobilidade partilhada

Voi partilha 200 trotinetes elétricas em Lisboa

Portugal é o quinto país a receber as trotinetes suecas da Voi. Foto: DR
Portugal é o quinto país a receber as trotinetes suecas da Voi. Foto: DR

Empresa sueca concorre com a Lime e a Hive a partir desta segunda-feira. É a terceira empresa do género a chegar a Portugal em dois meses.

A Voi é a terceira empresa a partilhar trotinetes elétricas em Portugal. A plataforma sueca vai pôr 200 trotinetes nas ruas de Lisboa a partir desta segunda-feira e concorrer com os norte-americanos da Lime e ainda com a Hive, a empresa do grupo alemão MyTaxi. A capital portuguesa é a sétima cidade europeia a receber os serviços da Voi.

“Desde o lançamento em Estocolmo, temos registado um crescimento muito forte, com mais de 450 mil quilómetros viajados na VOI desde então. Esperamos um resultado similar em Lisboa, uma cidade marcada pela inovação, tecnologia e pelo bom tempo”, adianta Frederico Venâncio, diretor-geral da Voi para o mercado português, citado em nota de imprensa.

Tal como na Lime e na Hive, é cobrado um euro pelo desbloqueamento da trotinete e 15 cêntimos por cada minuto de utilização. As trotinetes são desbloqueadas através de uma aplicação móvel nos sistemas operativos Android (Google) e iOS (Apple). O utilizador pode localizar os veículos de duas rodas na rua ou no mapa da aplicação, clicar no botão de ‘viajar’ e depois é feita a leitura do QR code.

A chegada às ruas de Lisboa é possível graças à autorização da câmara liderada por Fernando Medina. “Apesar de querermos expandir rapidamente, queremos fazê-lo de forma sustentada e alinhados com as regras locais de cada cidade. Temos estado em contacto com as principais entidades por forma a garantir corretamente o nosso lugar no ecossistema de mobilidade local”, assegura Frederico Venâncio.

Como ganhar dinheiro

A empresa sueca, tal como a Lime, recorre a uma comunidade de pessoas (hunters) que ganham dinheiro para ir recolher, carregar e colocar as trotinetes nos 90 pontos autorizados pelo município de Lisboa. Na Hive, há uma equipa de perto de 20 pessoas que tratam desta operação.

No caso da Voi, “a retribuição de cada trotinete varia consoante vários indicadores, a facilidade de recolha, o tempo que a trotinete esteve na rua sem bateria, e também quão tarde é. Por estas razões o pagamento pode variar de 3 – 25€ por trotinete”, escreve a empresa na sua página oficial.

Leia também: Trotinetes da Lime no seu caminho? Saiba como resolver o problema

A chegada a Portugal é concretizada depois de a Voi ter fechado uma ronda de investimento de 50 milhões de dólares (44 milhões de euros) há duas semanas.

Mais empresas a caminho

Lime, Hive e Voi deverão ter em breve mais concorrentes na partilha de trotinetes em Portugal. Há pelo menos três empresas que já assumiram que querem entrar neste mercado nos próximos meses.

Os portugueses da iomo têm anunciado nas últimas semanas a sua chegada às estradas nacionais, estando mesmo a fazer alguns testes pelas ruas de Lisboa.

Para breve está prevista a chegada dos norte-americanos da Bird, os maiores rivais da Lime no mundo das trotinetes partilhadas. A Bird tem estado a promover a contratação de pessoas para recolha de trotinetes e até procura um diretor-geral para o mercado português, segundo o anúncio publicado no LinkedIn.

Em fevereiro de 2019, deverá chegar a Wigo, startup fundada pelo argentino Martín di Stefano e pelo brasileiro Santiago Morando, quer destacar-se dos concorrentes por causa dos descontos nas entradas em museus e outros espaços culturais, conforme estes fazedores adiantaram em meados de outubro em entrevista ao Dinheiro Vivo.

Os números não deverão ficar por aqui: há mais de uma dezena de empresas que manifestou interesse em partilhar trotinetes elétricas em Lisboa, adiantou na semana passada Miguel Gaspar, vereador da Mobilidade da câmara de Lisboa.

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