Automóvel

Volkswagen afasta-se das fusões e investe na tecnologia

Herbert Diess, presidente executivo do grupo Volkswagen, na apresentação do elétrico ID, no Salão Automóvel de Frankfurt, na Alemanha. (EPA/RONALD WITTEK)
Herbert Diess, presidente executivo do grupo Volkswagen, na apresentação do elétrico ID, no Salão Automóvel de Frankfurt, na Alemanha. (EPA/RONALD WITTEK)

Gigante automóvel alemão quer melhorar desempenho financeiro numa fase em que está a investir 80 mil milhões em baterias e carros autónomos.

Numa altura em que as marcas automóveis procuram fusões para serem mais rentáveis – basta pensar no exemplo dos grupos Fiat-Chrysler e da Renault – a Volkswagen quer fazer exatamente o oposto. O foco deste gigante automóvel alemão passa por investimentos avultados no desenvolvimento de tecnologia para carros elétricos e autónomos e na compra de baterias, ao mesmo tempo que melhora as suas margens operacionais.

“Não precisamos de mais marcas. Com pequenas exceções, podemos alcançar os maiores rendimentos por segmento com as marcas que nós temos”, afirmou Herbert Diess, o presidente executivo do grupo Volkswagen, durante o Salão Automóvel de Frankfurt.

O grupo Volkswagen está a investir um total de 80 mil milhões de euros na compra de baterias elétricas e no desenvolvimento de carros elétricos. Ao mesmo tempo, fechou recentemente uma parceria com a Ford para ajudar no desenvolvimento de tecnologia para carros autónomos e na redução dos custos de produção de veículos, lembrou a agência Reuters na sexta-feira.

Atualmente, este gigante automóvel alemão emprega 660 mil pessoas em todo o mundo e conta com insígnias como Volkswagen, Seat, Skoda, Bentley, Bugatti, Lamborghini, Porsche, Ducati, Audi, Scania e MAN.

Diess diz que o grupo automóvel que lidera pode “proporcionar uma boa experiência de produto mas mantendo um olhar atento aos custos”. Declarações que surgem numa altura em que as marcas terão de reduzir em 37,5% as emissões de dióxido de carbono entre 2021 e 2030; isto depois de um corte de 40% entre 2007 e 2021.

Comentários
Outras Notícias que lhe podem interessar
Outros conteúdos GMG
Hoje
Fernando Medina, presidente da Câmara de Lisboa, durante a inauguração das Escadinhas da Saúde rolantes, ao Martim Moniz. Fotografia: Nuno Pinto Fernandes/Global Imagens

Crescimento do turismo em 2019 é o mais baixo desde a última crise

Miguel Maya, presidente executivo do Millennium BCP.
JOÃO RELVAS/LUSA

Bancos ganharam mais de 5,2 milhões por dia

Miguel Maya, presidente executivo do Millennium BCP, durante a conferência de imprensa de apresentação dos resultados do 1.º trimestre de 2019, Lisboa, 9 de maio de 2019. JOÃO RELVAS/LUSA

BCP vai fazer uma proposta de distribuição de dividendos “muito conservadora”

Volkswagen afasta-se das fusões e investe na tecnologia