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Volkswagen evita despedimentos com saída de trabalhadores mais velhos

Fotografia:  EPA/WU HONG
Fotografia: EPA/WU HONG

Fabrico de automóveis elétricos implica menos funcionários, alega o grupo de Wolfsburgo

A Volkswagen quer evitar o despedimento de trabalhadores no âmbito do programa de reestruturação. O grupo alemão quer aumentar a aposta nos carros elétricos, refere o responsável de recursos humanos, Karlheinz Blessing, em declarações ao jornal Handelsblatt.

“Nunca anunciei despedimentos na minha vida. Tenho orgulho nisso e eu gostaria que assim continuasse”, adiantou Blessing em entrevista que será publicada, na íntegra, na terça-feira.

O grupo alemão vai deixar sair milhares de trabalhadores mais velhos a partir de 2019. Pertencem à geração do baby boom, ou seja, têm atualmente mais de 60 anos. A Volkswagen vai extinguir estes postos de trabalho ao não contratar funcionários para contratar estes lugares, acrescentou o mesmo dirigente.

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Karlheinz Blessing põe ainda outra hipótese em cima da mesa: se a Volkswagen necessitar de fazer mais cortes, o grupo vai diminuir a velocidade das contratações e oferecer pacotes de trabalho para os trabalhadores que estiverem perto da idade da reforma.

A Volkswagen deixa uma garantia: “queremos preservar tantos lugares quanto for possível em todas as nossas instalações durante a nossa transformação”.

O grupo alemão quer vender um milhão de carros elétricos em 2025, dez vezes mais do que os 100 mil automóveis deste género que circulam atualmente. O fabrico destes carros implica menos trabalhadores, alega a Volkswagen.

A Volkswagen iniciou um processo de reestruturação no final de 2015 na sequência da fraude de emissões de 11 milhões de automóveis a gasóleo em todo o mundo. O orçamento vai sofrer um corte anual de mil milhões de euros até 2019.

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