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Volkswagen mantém aposta em motores a gasóleo

Herbert Diess, presidente executivo do grupo Volkswagen. apresentou veículo elétrico no salão automóvel de Pequim, em abril. (REUTERS/Jason Lee)
Herbert Diess, presidente executivo do grupo Volkswagen. apresentou veículo elétrico no salão automóvel de Pequim, em abril. (REUTERS/Jason Lee)

"O gasóleo continua a ser a melhor opção para a mobilidade com baixas emissões de dióxido de carbono", segundo o líder da VW, Herbert Diess.

O grupo Volkswagen vai manter a aposta nos motores a gasóleo nos próximos anos. A garantia é do presidente executivo do grupo automóvel alemão, em entrevista à publicação especializada Automotive News Europe. Herbert Diess afirma também que a fraude das emissões de 11 milhões de carros em todo o mundo já faz parte do passado, depois de ter gastado perto de 30 mil milhões de euros em multas, reparações e indemnizações.

“Há muitos países em que não está disponível energia renovável. Se fizermos as contas, o gasóleo continua a ser a melhor opção para uma mobilidade com baixas emissões de dióxido de carbono”, refere o líder alemão em entrevista publicada este domingo. Os motores a gasóleo são a escolha “mais racional”, sobretudo para carros maiores ou para viagens de longa distância.

O gestão alemão diz que a Volkswagen já está a trabalhar “na próxima geração de motores a gasóleo, ainda mais limpos do que os atuais, com mais catalisadores incluídos, com maior esforço na limpeza”, detalhou.

Estes motores “serão vendidos na Europa e em muitos outros países”, acrescenta Diess. Nos Estados Unidos, “é provável que isso não aconteça, porque o carro o gasóleo sempre foi um nicho do mercado de passageiros”.

O mercado norte-americano também tornou-se mais complicado para o grupo alemão também por causa da fraude de emissões de carros a gasóleo. “A situação mais difícil de lidar, em todo o mundo, foi nos Estados Unidos, de longe. Isso tem a ver com a regulação de emissões neste país, que é muito mais rígida do que no resto do mundo”, sobretudo no limite de emissões de óxido de azoto.

Ainda sobre o Dieselgate, o líder do grupo VW afirmou que “cerca de 90% dos carros afetados já foram reparados em todo o mundo”. O mesmo acontece no mercado português, onde a SIVA, importadora nacional, já conseguiu contactar e reparar os veículos de 90% dos clientes afetados por este caso.

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