Automóvel

Volkswagen procura ativista ambiental. Oferece acesso direto ao presidente

Herbert Diess, presidente executivo do grupo Volkswagen, na apresentação do elétrico ID, no Salão Automóvel de Frankfurt, na Alemanha. (EPA/RONALD WITTEK)
Herbert Diess, presidente executivo do grupo Volkswagen, na apresentação do elétrico ID, no Salão Automóvel de Frankfurt, na Alemanha. (EPA/RONALD WITTEK)

Líder do grupo automóvel alemão quer política ambiental mais agressiva. Mudança energética pode ser oportunidade de crescimento para a Volkswagen.

A Volkswagen está à procura de um ativista ambiental. O grupo automóvel alemão quer acelerar a transformação energética dos motores de combustão interna para veículos à base de baterias elétricas. Só que isso requer políticas internas mais agressivas, sustenta Herbert Diess, presidente executivo do grupo, em declarações publicadas esta terça-feira pelo jornal Financial Times.

“Quero contratar um ativista. Temos tantas ideias e numa empresa tão grande como a nossa demoram demasiado tempo a serem implementadas, pelo que preciso de alguém quer seja realmente agressivo internamente”, detalhou Diess. Este novo funcionário, além de ter acesso direto ao presidente executivo da Volkswagen, poderá contactar diretamente com os principais gestores destes gigante automóvel alemão.

O líder da Volkswagen também quer desafiar internamente os funcionários. “Estamos a ir demasiado devagar. Criámos equipas de gestão em departamentos estratégicos, na área da comunicação e em muitos outros locais.”

Este grupo automóvel alemão está a implementar um plano de investimento de 33 mil milhões de dólares na produção de veículos elétricos. O primeiro desses veículos em larga escala, o ID. 3, vai começar a ser vendido durante este ano. A Volkswagen quer vender um milhão de elétricos nos próximos três anos e liderar este mercado, dominado por marcas como a Tesla.

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Ao mesmo tempo, a Volkswagen ainda enfrenta as consequências do Dieselgate, a fraude de 11 milhões de automóveis a gasóleo a nível mundial que foi tornada pública em setembro de 2015 e que já custou mais de 30 mil milhões de euros a este grupo automóvel. Foi na sequência desse escândalo que o grupo criou um conselho de sustentabilidade, que conta com um antigo líder da agência norte-americana de proteção do ambiente.

A procura da Volkswagen por um ativista ocorre também numa altura em que o grupo tem enfrentado a ira dos ativistas ambientais na Alemanha, que criticam o facto de os resultados financeiros basearem-se na venda de automóveis SUV com motor de combustão interna, considerados como “tanques destruidores do clima das cidades”.

Diess assinala que “os carros elétricos vão mudar as prioridades das pessoas em relação às dimensões dos automóveis. Perde-se muita autonomia com os grandes SUV”.

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