Automóvel

Volkswagen promete reparar carros a diesel até final de 2017

Fotografia: REUTERS/Fabian Bimmer
Fotografia: REUTERS/Fabian Bimmer

Marca alemã vai chamar à oficina cerca de 8,5 milhões de carros até ao outono de 2017.

A Volkswagen comprometeu-se a acelerar o processo de reparação dos automóveis a diesel na Europa. Numa carta enviada à comissária Europeia da Justiça, o construtor alemão compromete-se a completar o programa de “recall”, que envolverá 8,5 milhões de veículos, até ao Outono de 2017, avança este domingo o Financial Times.

A marca assumiu ainda o compromisso de fornecer informação sobre as datas previstas para a realização dos trabalhos de reparação até ao final de 2016.

De acordo com o jornal inglês, na carta enviada por Francisco Garcia Sanz, membro da administração da VW, à comissária europeia, a empresa assegura ainda que irá enviar a Bruxelas, até final de Setembro, “um plano de ação escrito” e a criar um site multilíngue em que prestará informação a todos os consumidores afetados. A VW pretende responder assim às preocupações da Comissão Europeia que acusava a marca de estar a concentrar a atenção em apenas alguns mercados chave, negligenciado os consumidores dos restantes.

Presidente da VW escondeu informação às autoridades americanas

A carta da Volkswagen à Comissária Europeia é conehcida no mesmo dia em que o alemão Bild dá conta que ex-presidente da Volkswagen, Martin Winterkorn, aprovou um plano que previa esconder parte das informações sobre o software que permitia adulterar as emissões dos carros a gasóleo das autoridades norte-americanas.

De acordo com o jornal alemão, citado pela Bloomberg, Martin Winterkorn, aprovou a 28 de julho de 2015 a informação a divulgar numa reunião informal com os reguladores norte-americanos, na qual os responsáveis da Volkswagen iria divulgar “parcialmente” detalhes sobre o software que permitia adulterar as emissões do carros a gasóleo da marca. Na reunião, que aconteceu a 5 de agosto, os funcionários da Volkswagen reconheceram que as emissões dos carros da marca não cumpriam os padrões norte-americanos, mas que o construtor alemão estava a trabalhar para resolver o problema. Sete semanas depois, as autoridades norte-americanas revelavam ao mundo que a Volkswagen tinha desrespeitado as regulamentações ambientais, mergulhando a marca alemã na pior crise da sua história.

Martin Winterkorn, que abandonou a presidência da VW pouco depois do rebentar do escândalo, está agora a ser visado num processo que visa saber se o construtor alemão não demorou demasiado tempo a informar os investidores sobre as consequências do escândalo das emissões que começou nos EUA, mas que rapidamente se alastrou a todo o mundo.

Contactados, nem a Volkswagen, por via do porta-voz Eric Felber, nem o advogado de Winterkorn, quiseram comentar a notícia divulgado pelo Bild, com o primeiro a dizer que não comenta investigações em curso. Ainda assim, a VW reconhece que Winterkorn esteve presente numa reunião em julho de 2015 em que o “diesel gate” foi discutido.

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